Memorial do Convento – a diegese em sequências e o universo simbólico


lua e sol1. Antes de procedermos à leitura de passagens da obra em estudo e de modo a que o nosso olhar esteja já instruído para captar o essencial, proponho a realização da seguinte ficha. 

a trindade e universo simbólico em Memorial do Convento

mafra12. Para que tenhamos presentes os diferentes momentos narrativos, é tempo de darmos uma espreitadela aqui (podemos também entrar pelo link “Farol das Letras”, presente no menu lateral):

http://www.faroldasletras.pt/memorial_capitulos.html
  • Num primeiro momento, impõe-se uma leitura rápida dessas sequências, no sentido de identificar a(s) linha(s) de ação presente(s).

  • Finda a leitura dos pontos-síntese de cada capítulo, leremos excertos alusivos a alguns dos aspetos focados (ver textos do manual “Percursos Profissionais”).

E assim se cumprirá uma mão cheia de aulas…

(desafio parentético: Na frase acima, qual é a função sintática desempenhada por "uma mão cheia de aulas"?)

Bom trabalho!

IA

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Memorial do Convento

Com esta obra de Saramago, caros alunos, fechamos o ano letivo, mas espero, de algum modo, abrir caminhos, alargar horizontes…

Começo por apontar as quatro linhas de ação que nos guiarão nessa viagem no tempo, que também é Memorial do Convento. Estas linhas estão esquematizadas no nosso manual (p. 257) e desenvolvidas no site Farol das Letras (ver Links de Interesse).

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Hoje, damos também voz a alunos de outras escolas, que gentilmente postaram os seus trabalhos no YouTube.

O primeiro trata das personagens.

Não querendo menosprezar o belíssimo trabalho feito por estas meninas que vivem, seguramente, no norte do nosso país, há que vos alertar: encontrei  cinco erros de acentuação no videoclip.

Desafio: quem os descobre?!

O próximo trabalho fez-se com base no capítulo XVI da obra. É de relembrar que Saramago não numera os capítulos; nós é que o fazemos, porque nos dá muito jeito.

Com esta curta-metragem, bem arrojada (principalmente, na caracterização física de Blimunda), é caso para dizer: “Quando a terceira e a quarta linhas de ação de Memorial do Convento se unem, o voo surge…”! 

(Pessoalmente, gostaria que a imagem fosse um pouco mais “solar”, porque o essencial do capítulo e o sentir das personagens está muito bem apanhado!)

E Domenico Scarlatti fica em terra, voando apenas na sua música.

Bons voos na música barroca com Scarlatti ou, como diz Blimunda, Escarlate!

IA

Para que possam acompanhar o visionamento do primeiro videoclip, segue esta ficha de trabalho:  Aferição do visionamento Memorial de Convento as personagens
NOTA: As imagens presentes neste artigo foram colhidas no Google Imagens.

Para mergulharmos no séc. XVI

Luís de Camões e Os Lusíadas, vistos do outro lado do oceano.

Destacamos, entre o muito que haveria a realçar nesta vídeo-aula de Português, o seguinte:

“Os Lusíadas de Camões atingem uma notável harmonia entre erudição clássica e experiência prática, desenvolvida com habilidade técnica consumada, descrevendo as peripécias portuguesas, com momentos de grave ponderação, mesclados com outros de delicada sensibilidade e humanismo. (…)

Os dez cantos do poema somam 1102 estrofes, num total de 8816 versos decassílabos…”.

Cá, deste lado do Atlântico, outras perspetivas se impõem.

Mas a língua portuguesa era ainda rude e vulgar. Na corte, entre 1501 e 1536, as peças de Gil Vicente representavam-se em castelhano, as aulas eram dadas em latim, a língua erudita. A primeira gramática portuguesa data apenas de 1536. Os portugueses tinham-se afirmado como nação imperial, mas faltava à língua portuguesa idêntico prestígio no plano internacional e o poema épico representava o mais alto desígnio a que uma língua podia aspirar. (…)

Outros poetas e escritores tentaram a escrita de uma epopeia em português (…), mas apenas Camões foi capaz de levar a bom porto esse projeto nacional. (…)

Quem faz os heróis é quem escreve sobre eles! (…) Camões canta com voz segura o seu amor pela pátria. Mas será que a pátria lhe retribui o sentimento? Será que a pátria o merece, sequer?

N’ Os Lusíadas, Camões cruza a dimensão épica dos feitos de armas, das batalhas, da conquista do território com o retrato íntimo da tragédia amorosa: o mundo bruto dos homens, o mundo de morte e violência, contrasta com o impulso amoroso, a pulsão de vida do universo feminino. E, no confronto direto, é inevitável: quem perde são as mulheres! (…)

O projeto inicial, eufórico, do poema épico de Camões ganha aos poucos contornos sombrios. As palavras do velho de Restelo refletem a opinião do poeta?”

E aqui aportamos no tom disfórico da epopeia camoniana. É no plano do poeta, aquando das suas reflexões, considerações, conselhos e lamentações, que (re)descobrimos esse “bicho da terra tão pequeno”, que somos todos nós!

Segue uma ficha de trabalho a propósito, onde também consta um exercício de natureza linguística. 
considerações do poeta

Bom trabalho!

IA

Os Lusíadas – O poeta (lamenta-se) em canção

Os Milladoiro dedicaram-se a Luís de Camões. Foram aos Cantos I e III de Os Lusíadas, selecionaram quatro oitavas, deram-lhes uma outra arrumação e fizeram cantiga:

Eis as estâncias selecionadas conforme são cantadas, sendo que a primeira é de leitura obrigatória no 12º ano, pois constitui uma das reflexões do poeta. Aqui Camões lamenta essa imensa fragilidade do ser humano, que (sobre)vive sempre sujeito a forças incontroláveis!

“No mar tanta tormenta e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida!
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade aborrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno 
Contra um bicho da terra tão pequeno?

Canto I, estância 106 

119 
Tu só, tu, puro Amor, com força crua,
Que os corações humanos tanto obriga,
Deste causa à molesta morte sua,
Como se fora pérfida inimiga.
Se dizem, fero Amor, que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga,
É porque queres, áspero e tirano,
Tuas aras banhar em sangue humano. 

120 
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a Fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus formosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.

118
(…)
Aconteceu da mísera e mesquinha
Que depois de ser morta foi Rainha.” 

Canto III, estâncias 118-120

O episódio daquela “Que depois de ser morta foi rainha” também aqui está presente, pois ela, Inês, venceu o tempo e o espaço: a sua história não se perdeu no passado e rasgou fronteiras… 

E este é um belíssimo momento, um ponto de partida ou “ponto de fuga” para essa obra magnífica, que Camões nos legou…

Os Lusíadas!

Bom trabalho!

IA

Nasceu no Paraíso e viverá num livro

Concurso: “Vamos escrever um conto – Uma estória com números dentro”, promovido pela Oficina de Língua da ESG e pela Biblioteca escolar. 

É com muito orgulho que comunico que a nossa Bruna e a nossa Mara estão de parabéns! O seu conto O Primeiro Lugar” foi selecionado para integrar a coletânea onde constarão as estórias eleitas pelo júri do concurso supracitado.

É caso para dizer: “Que bom é escrever! E como vale a pena participar!“. 

Para abrir o apetite, segue o início desse conto inédito, que em breve deixará de o ser. 

O Primeiro Lugar 

“- Cleópatra está agora em segundo lugar, que recuperação!… Será que conseguirá passar o Val de Granja? Cleópatra está perto de Val … Estão lado a lado, quase a chegar à meta!

Cliques de máquinas disparavam de todos os lados.

– Incrível! Cleópatra ganha por um casco. Eduardo Santos e a sua égua magnífica ganham o primeiro lugar do campeonato mundial de 2010!…

Foi nesse momento que percebi que queria ser como o meu pai, uma campeã. Por esse motivo, decidi começar a montar.

Meio ano depois, já tinha adquirido o equilíbrio que era necessário em cima do cavalo, já agarrava as rédeas com firmeza, a posição dos pés estava quase perfeita e já me sentia muito segura e confiante quando montava. Mas sabia que ainda tinha muito para aprender…”

Bruna e Mara, parabéns pela vossa estória  que é uma belíssima homenagem ao cobiçado número 1!

IA

“Nem rei nem lei, nem paz nem guerra”

É assim que começa o quadragésimo quarto poema da obra Mensagem, intitulado “Nevoeiro”.

1. Para começar, ouçamos Gal Costa e descubramos o seguinte:

– versos ilustrativos do tom disfórico;

– expressões que remetam para  “nevoeiro”;

– uma metonímia;

– duas expressões sugestivas de indefinição, de desorientação;

– um apelo.

2. E agora “É a hora” de partirmos para a página 115 do nosso manual e resolvermos as atividades propostas. 

Bom trabalho!

IA

"fogo-fátuo"
labareda ténue e fugidia produzida pela combustão espontânea do metano e de outros gases inflamáveis, que se evola dos pântanos e dos lugares onde se encontram matérias animais em decomposição. 

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa