Do Azul ao Negro…

O poema é de David Mourão-Ferreira, foi interpretado por Amália e, agora, está aqui com outra roupagem.

BARCO NEGRO

De manhã temendo que me achasses feia,
acordei tremendo deitada na areia,
mas logo os teus olhos disseram que não
e o sol penetrou no meu coração.

Vi depois, numa rocha, uma cruz,
e o teu barco negro dançava na luz;
vi teu braço acenando, entre as velas já soltas.
Dizem as velhas da praia que não voltas…
São loucas! São loucas!

Eu sei, meu amor,
que nem chegaste a partir,
pois tudo em meu redor
me diz que estás sempre comigo.

No vento que lança
areia nos vidros,
na água que canta,
no fogo mortiço,
no calor do leito,
nos bancos vazios,
dentro do meu peito
estás sempre comigo.

Boas viagens!

IA

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Publicado por

isauraafonseca

Professora do Ensino Secundário - Português

2 opiniões sobre “Do Azul ao Negro…”

  1. Boa noite, Isaura.

    Muito obrigado pela partilha desta nova interpretação do belo fado/canção da Amália e sobretudo do belo poema do David Mourão-Ferreira.
    Beijinho,
    David

    Gostar

  2. De facto, David, é uma belíssima canção, um belíssimo poema, que também se encontra aqui, na voz da Mariza:

    E aqui, na voz da própria Amália:

    E aqui, na voz da Lara Li:

    Tão difícil escolher!… No entanto, a Amália será sempre a AMÁLIA!
    Muito obrigada pela visita!
    beijinho,
    IA

    Gostar

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