Em (modo) espera…

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Serpentine, Jane Aukshunas

Odyssey in Wine Country, Jane Aukshunas

COLHEITA


Juntei laranjas e limões no mesmo saco,
e o amarelo e o laranja juntaram-se sobre
o verde da erva. A primavera chega com 
estas cores, diz o pássaro que se cruzou 
com a pedra que a criança atirou para
acertar no céu; e a infância cai do outro 
lado da estrada, onde começam as casas,
para dizer ao pássaro que o seu lugar 
é onde fica a primavera, e não onde 
falta o campo verde que as laranjas 
e os limões pintam de amarelo e laranja.


in A matéria do poema, Nuno Júdice 
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Publicado por

isauraafonseca

Professora do Ensino Secundário - Português

3 opiniões sobre “Em (modo) espera…”

  1. Olá, Isaura!

    Boa tarde (quase noite). Parabéns pelo belíssimo “post” e muito obrigado por a) mo ter enviado; b) pelas belas imagens e belo poema, a condizerem umas com o outro.

    Beijinhos e abraço do
    David  

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  2. Pois, cá estamos de novo – sempre em busca de um pedacinho de Paraíso.
    Gostei das pinturas que escolheste. Desconhecia a pintora, mas fiquei curiosa pelo volume macio de tanta cor.
    Também gostei muito do poema, pela aparente simplicidade que resulta de muito trabalhar as ideias e as palavras.
    És, portanto, Isaura, bem-vinda ao teu Paraíso, onde os visitantes também se sentem mimados e bem-vindos!
    Um beijinho
    Dolores

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    1. Muito boa tarde, quase noite, Dolores e David!
      (Dois “d” em um só post!…)
      De facto, o poema é tão simples e tão bonito que o espanto se impõe…
      As imagens?… Tropecei nelas, quando me aventurei no “Google imagens”. Não conhecia a pintora.

      Tens razão, Dolores, “o volume macio de tanta cor” é uma expressão que diz (quase) tudo destas imagens, que o David diz condizerem com o poema. A verdade é que os quadros desta senhora primam por uma inocência mesclada de voluptuosidade… é um verdadeiro paradoxo que resulta saboroso, suculento, no nosso olhar, ou melhor, no nosso olhando, que parece recuar à nossa infância perdida. Foi o que eu senti.

      Gostei muito da vossa visita (Tenho de dar um saltinho ao blogue do David, pois há um poema que eu gostaria de comentar… A ver se ainda o faço hoje…) e das vossas palavras!
      beijinho grande para os dois,
      IA

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