Sermão de Santo António – em jeito de revisão

Espreitando o que de bom os outros fazem…

Meninos, vejam este link:

Boas aprendizagens!

IA

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“E coube tudo na malinha de mão do meu coração”

Vindo do outro lado do Atlântico, Liniker.

Com vinte anos apenas, este jovem, que parte de um (des)concertante “Zero”, é a voz revelação do Soul brasileiro… Que diria Padre António Vieira (imaginemo-lo no século XXI), se o ouvisse cantar? E se o visse?…

(Eu acho que gostaria “muito-muito” desta voz tão “tropicalmente” quente!…)

Um bom intervalo, cheio de fim de semana!

IA

“A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração

Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você
Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você
A gente fica mordido, não fica?”

E há mais do mesmo aqui: http://www.aescotilha.com.br/musica/radar/liniker-e-sensibilidade-necessaria-ao-brasil/

Fomos ao teatro!

Snapchat-8516756622241599992 (1)Depois de se ter envolvido com dois clássicos do teatro francês – O Avarento e O Doente Imaginário de Molière –, o Ensemble revisita Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, peça tantas vezes designada como a obra-prima do teatro português e que agora completa 170 anos. Com encenação de Jorge PintoMadalena é uma forma de celebrar e interpelar este portuguesíssimo drama familiar com poderosas ressonâncias políticas, arriscando lançar uma especial luz sobre a personagem de D. Madalena de Vilhena, epicentro de todos os temores e augúrios que assombram Frei Luís de Sousa, bem como da culpa que hipoteca a felicidade do presente.”

in http://www.tnsj.pt/home/espetaculo.php?intShowID=490

Foi no Mosteiro São Bento da Vitória, na passada sexta-feira, 13! Tirámos poucas fotografias. Mas o mais importante cumpriu-se: viu-se um grande espetáculo…

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Ficamos agora a aguardar o artigo jornalístico da nossa repórter oficial, nomeada propositadamente para o (e)feito, a Catarina!

A representação da peça de teatro a que assistimos a 13 de novembro, intitulada "Madalena", foi, no mínimo, intensa! Para além da magnífica interpretação de Emília Silvestre, no papel de Dona Madalena de Vilhena, e dos restantes atores, foram várias as artes incorporadas nesta encenação da peça de Almeida Garrett, contribuindo todas para o efeito dramático da ação. Refiro-me, entre outras,  à  iluminação, à sonoplastia, ao vestuário e, principalmente, ao estilo de música agitado, que acompanhou a peça do princípio ao fim (o rock).
Acredito que a mensagem tenha sido bem transmitida, que as emoções em palco nos tenham contagiado (pelo menos, foi isso que aconteceu comigo), pois os atores encarnaram de corpo e alma as personagens, o que tornou a representação única e comovente. 
Quero ainda referir uma diferença entre esta dramatização e a obra "Frei Luís de Sousa": a mudança de ato deu-se através da música e não através da mudança de cenário, sendo este o mesmo ao longo da atuação. 
Foi muito bom termos ido ver esta “Madalena”, também porque, quando estudarmos Frei Luís de Sousa, poderemos perceber e sentir melhor  a peça garrettiana.
            
    Catarina, a repórter oficial nomeada propositadamente para o (e)feito.

Deixo aqui um agradecimento especial à professora de Literatura Portuguesa, D.ª Luísa Meireles, que teve a amabilidade de acompanhar a turma na visita de estudo.

IA

Ficha de Trabalho: Modalidade e Frases Complexas

Para resolver as atividades em A, consulte anexo sobre Modalidade.

A – Atente nas frases seguintes: 

  1. Felizmente, a atitude de Padre António Vieira perante os colonos foi firme!
  2. Não há dúvida de que os discursos vieirianos recriminam o comportamento dos colonos.
  3. Ainda bem que, em Portugal, foi abolida a escravatura!
  4. Os representantes da Igreja têm de defender os desprotegidos.
  5. Pode abandonar a cela! – disse o guarda a Vieira.
  6. É lamentável que as instituições nem sempre funcionem bem!
  7. Os Sermões de Vieira denunciaram diversos problemas sociais.
  8. Levante-se e responda às questões! – disse o Inquisidor a Vieira.
  9. Não se ausente de Portugal, será julgado em breve. – disseram os juízes.

1. Destaque o(s) exemplo(s) representativo(s) de modalidade apreciativa.

2. Identifique as marcas gramaticais que configurarem essa modalidade.

3. Identifique a modalidade representada nas frases 5), 8) e 9) e indique as marcas gramaticais que a configuram.

4. Considere, agora, a frase 2).

4.1. Classifique-a quanto ao tipo de modalidade representada.

4.2. Transforma-a num exemplo de modalidade epistémica com valor de probabilidade.

5. Reescreva as frases 2) e 7), iniciando-as com o advérbio ‘talvez’, e faça as alterações necessárias.

B – Leia as frases abaixo.

a) António Vieira dirigiu-se aos peixes porque os homens não o ouviam.
b) As críticas do pregador eram tão violentas que era impossível não serem escutadas.
c) Se a doença não tivesse sido grave, Vieira teria terminado a Clavis Prophetarum.
d) Embora doente, nunca deixou de defender os interesses dos índios.
e) Se não fosse a intervenção do Papa, a Inquisição continuaria a perseguir o orador Luso.
f) Logo que recebeu a Bula Papal, o sacerdote regressou ao seu país.
g) Os sermões vieirianos partem de um tema bíblico, logo são fundamentados nas escrituras.
h) Foram feitas inúmeras pregações no Maranhão para persuadir os colonos a mudarem os seus comportamentos.
  1. Destaque o conector em cada uma das frases.
  2. Indique o seu valor lógico.
  3. Refaça as frases, substituindo os conectores por outros com valor semelhante e procedendo às alterações necessárias.

Bom Trabalho!

IA

Modalidade

Atividade retirada do manual Percursos Profissionais 2, ASA

Estrutura de “O Sermão de Santo António”

Estrutura

Organização do sermão vieiriano

Introdução

cap. I

(Exórdio)

. Seleção de uma tese/uma só matéria (unidade do tema);

. Definição dessa tese/matéria;

. Planificação/divisão da tese/matéria.

Desenvolvimento  

 cap. II a V

(Exposição/

confirmação)

. Utilização de argumentos da Escritura para os comprovar;

. Confirmação da tese com exemplos;

. Ampliação da tese, recorrendo a causas, efeitos, circunstâncias, conveniências/inconveniências…

. Refutação dos argumentos contrários.

Conclusão 

cap. VI

 (Peroração)

 

. Persuasão

. Conclusão

Boas aprendizagens!

IA

Um composto morfológico para um título

Fica aqui, numa espécie de intervalo, antes de passarmos a outro composto com o segundo radical, mas de sentido bem mais negativo.

Será no Sermão de Santo Antóniode Padre António Vieira, que falaremos da antropofagia social, ou seja, do facto de os homens, à semelhança dos peixes, se “comerem” entre si, o que começa por ser logo denunciado no início do quarto capítulo do famoso sermão: “coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros…”.

Biofagia

Hesitation - Paul Klee

Meu vício
é vitalício: comer a Vida
deitando-a entontecida
sobre o linho do idioma.

Nesse leito transverso
dispo-a com um só verso.

Até chegar ao fim da voz.


Até ser um corpo sem foz.

Mia Couto, Maputo, 2006, in Idades, Cidades, Divindades (2007)

 Tenham um bom domingo!

IA

Imagem da autoria de Paul Klee, colhida em Google Imagens