Intervalo para uma outra cantiga de amor

Não está num cancioneiro medieval, mas foi escrita e cantada por “trovador” que ganhou (polémico) prémio Nobel…

E assim se celebra uma literatura para todos… 

Tenham um bom fim de semana!

IA

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Publicado por

isauraafonseca

Professora do Ensino Secundário - Português

5 opiniões sobre “Intervalo para uma outra cantiga de amor”

  1. Isaura,
    É verdade que as letras de canções, por vezes (muitas, felizmente), são poemas. O Bob Dylan tem canções de amor e canções de intervenção lindas … verdadeiras metáforas que são referências de uma época. Deixo, no entanto, outros exemplos (escolha da BBC) de “songwriters” que escrevem de forma poética. Beijinhos e obrigada pelo postal. ❤

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  2. Obrigada, Isaura, pelo postal tão atual.
    Em domingo de chuva, sabe bem ouvir a voz e a música de Bob Dylan. O prémio Nobel foi polémico, como é tudo que não obedece às regras habituais.
    Para além de outras vantagens, pode ajudar a que as pessoas reparem mais nas letras das canções, valorizando também o talento dos nossos autores, como Sérgio Godinho, Carlos Tê e muitos outros.
    Um beijinho
    Dolores

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    1. Etelvira, não vi a tua lista, mas irei procurar. Escolher alguém para um prémio deste tipo é sempre um problema, pois há sempre mais alguém que o merecia.
      Lembro-me de que, quando foi o nosso Saramago, outros nomes surgiram, que também o mereciam, sem dúvida! A questão é esta: merece ou não o prémio, tendo em consideração que o que é produzido por esse autor é ou não texto literário. Agora, se o poema é cantado ou não, para mim, não é problema! Confesso que não tenho uma visão elitista da literatura. Nisso, sou muito garrettiana. Este autor afirmava que tudo que se produzisse em termos literários (no século XIX) seria pelo povo e para o povo. Penso que não podemos nem devemos excluir o gosto das pessoas mais simples, até porque no caso de Dylan, ele é ouvido e cantado por todas as camadas sociais. Mas quem sou eu!?
      Concordo com a Dolores, quando afirma, que este prémio poderá “obrigar” os ouvintes a prestarem mais atenção aos poemas que estão/são musicados e não se limitarem apenas a trautearem palavras a que nunca atribuiram um outro sentido para além do primeiro.
      Mas muito mais se poderia dizer. Remeto para a crónica do Pedro Mexia no Expresso e para a opinião de autores portugueses, tais como Walter Hugo Mãe, Carlos Tê e Sérgio Godinho, aqui: http://leitor.expresso.pt/#library/expressodiario/13-10-2016/caderno-1/temas-principais/nobels-they-are-a-changing

      Muito obrigada às duas pela vossa visita!
      Beijinho,
      IA

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