Enquanto nos preparamos para o teste…

E porque o Natal está aí à porta…

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Um intervalo musical e paisagístico

Com os Beatles, na versão original:

E uma versão no feminino:

Espero que gostem!

Francisco

Alguns procuram um mundo bonito, mas outros criam-no… Ali, tão pertinho de minha casa.

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Um bom fim de semana!

Lídia

Até sempre, Mr. Cohen!…

I’m traveling light
It’s au revoir
My once so bright, my fallen star
I’m running late, they’ll close the bar
I used to play one mean guitar
I guess I’m just somebody who
Has given up on the me and you
I’m not alone, I’ve met a few
Traveling light like we used to do

Good night, good night, my fallen star
I guess you’re right, you always are
I know you’re right about the blues
You live some life you’d never choose
I’m just a fool, a dreamer who forgot

to dream of the me and you
I’m not alone, I’ve met a few
Traveling light like we used to do

Traveling light
It’s au revoir
My once so bright, my fallen star
I’m running late, they’ll close the bar
I used to play one mean guitar
I guess I’m just somebody who
Has given up on the me and you
I’m not alone, I’ve met a few
Traveling light like we used to do

But if the road leads back to you
Must I forget the things I knew
When I was friends with one or two
Traveling light like we used to do
I’m traveling light

Leonard Cohen, You want it darker, “Traveling Light”

IA

Porque ler é muito bom!…

E fica aqui uma pequena passagem de um dos livros que faz parte do Projeto Individual de Leitura (PIL) para o décimo ano.

“Não há acasos, não há coincidências. Será possível? Até agora, apenas ousei expor estas ideias a Farid e a resposta que os seus gestos me deram foi: «Mas não achas que o teu tio podia servir melhor o povo judeu vivo do que morto?»

Richard Zimler, O último cabalista de Lisboa

Berequias Zarco, sobrinho de Abraão Zarco (o último cabalista de Lisboa), no decorrer da Páscoa sangrenta de 1506, descobre o tio violentamente assassinado, na cave de casa, que servia de templo secreto desde que a Sinagoga fora encerrada pelos cristãos velhos. Começa então para este jovem judeu, aparentemente “convertido” ao cristianismo, uma investigação determinada, que o levará à descoberta do assassino. É auxiliado nessa demanda pelo seu grande amigo Farid, um muçulmano surdo-mudo. 

O excerto acima é uma pequeníssima amostra das reflexões de Berequias, simultaneamente narrador e personagem principal desta intriga cheia de nublosos mistérios.

Mais tarde, voltarei aqui com passagens dos outros livros selecionados.

Boas leituras!

IA

Intervalando com Ele e Ela e o Amor

Bate que bate no peito o tambor
O que será que me deu?
Será que fui morto em combate
Ou será amor?

Desce no peito um frio, um calor
O que será que me deu?
Será falta de chocolate
Ou será amor?

Só sei que até as buzinas
Da hora de ponta
Parecem cantar
E até o cheiro a gasolina
Emana um aroma
De rosas no ar
E o Shopping dos Olivais
Lembra as luzes de Paris
E até nas capas dos jornais
Vem que afinal
O Mundo é feliz
O Mundo é feliz

Dá-me um achaque, um batuque, um ataque
Que piripaque me deu?
Será que ‘tou tendo um chilique
Ou será amor?

Ataca a espinha e rompe a retina
Acelera o coração
Será que sai com aspirina
Ou será amor?

Só sei que até as cantigas
Que tocam na rádio
Apetecem cantar
E as ervas daninhas
Da berma da estrada
Parecem jardins ao luar
E a cantora do show da manhã
Tem a voz que nem a Elis
E o homem do telejornal
Diz que afinal
O Mundo é feliz
O Mundo é feliz
O Mundo é feliz
O Mundo é feliz

poema: Miguel Araújo; interpretação: Luana Martau e César Mourão

Tenham um excelente fim de semana!

IA

Cantiga de amor do nosso tempo

Meus caros alunos, para terminarmos as cantigas de amor e passarmos às de amigo, fica aqui esta canção que, mesmo sendo do século XX, recupera “ingredientes” dos cantares de amor, tão característicos da lírica trovadoresca. É um tema interpretado por Paulo Gonzo e Olavo Bilac e é também pretexto para uma pequena tarefa. 

“Quando amanheces, logo no ar,

Se agita a luz sem querer,

E mesmo o dia vem devagar,

Para te ver.

 

E já rendido, ver-te chegar,

Desse outro mundo só teu,

Onde eu queria entrar um dia,

P’ra me perder.

 

P’ra me perder, nesses recantos

Onde tu andas sozinha sem mim,

Ardo em ciúme desse jardim,

Onde só vai quem tu quiseres,

Onde és senhora do tempo sem fim,

Por minha cruz, joia de luz,

Entre as mulheres.

 

Quebra-se o tempo em teu olhar,

Nesse gesto sem pudor,

Rasga-se o céu, e lá vou eu,

P’ra me perder.

 

P’ra me perder, nesses recantos

Onde tu andas sozinha sem mim,

Ardo em ciúme desse jardim,

Onde só vai quem tu quiseres,

Onde és senhora do tempo sem fim,

Por minha cruz, joia de luz

entre as mulheres.

 

P’ra me perder, nesses recantos

Onde tu andas sozinha sem mim,

Ardo em ciúme desse jardim,

Onde só vai quem tu quiseres,

Onde és senhora do tempo sem fim,

Por minha cruz, joia de luz

Entre as mulheres.”

Atividades: retire do texto acima expressões:

  1.   que revelem o elogio superlativado da mulher amada;
  2.  que sugiram a inacessibilidade da mesma;
  3. que evidenciem o estado de espírito do sujeito poético;
  4. em que exista uma personificação.

Bom trabalho!

IA