Dia de são Valentim

Dia de são Valentim, no 10.º 7, foi um bocadinho assim:

Rótulos? O Amor não tem!

Se o amor é para ser vivido a dois

E se o casal não lhe atribui rótulos,

Por que é que nós os pomos?

Por que é que não podemos demonstrar

Aquilo que realmente somos?img255

 

Aceitar a nossa diversidade

Agora começa!

Desde que haja amor,

O resto não interessa!

 

Se o amor é verdadeiro,

Se é sentimento brilhante,

Por que é tantas vezes julgado?

Por que é que o diamante

Tem de ser criticado?

 

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O que o órgão vermelho dita

Não se consegue alterar.

Não importa a cor, a religião ou a cultura,

O que interessa é amar!

 

Amar sem entraves,

E optar sempre pelo bem,

Não ter medo de o mostrar porque

Rótulos o Amor não tem!

Gonçalo Cardoso, n.º 6, Mafalda Castro, n.º 16, 
Maria Inês Pereira, n.º 17,

O meu sentido amoroso

é como um rebanho perdido:

não consegue encontrar caminho,

porque está muito ferido.

 

Estou a tentar achar

para onde ele quer ir…

Não sei o que decidir

para conseguir amar!

 

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Mas esforcei-me tanto

que consegui encontrá-lo,

como um fantástico canto

que só penso em cantá-lo!

 

Após o ter descoberto,

o meu coração se exaltou,

já não sinto aquele aperto,

a minha felicidade voltou!

Jorge Martins, n.º 11

Um dia…

Era um dia como todos os outros. Lia um livro calmamente no baloiço, quando senti o meu magro e frágil corpo cair para trás. Gemidos de dor escaparam por entre os meus lábios.

– Está bem? – perguntou-me um rapaz alto, musculado, com cabelos dourados encaracolados.

Lentamente elevei a minha cabeça para o encarar melhor, mas senti uma dor bastante forte na testa e voltei a deitar-me

– Queira-me desculpar! Lancei o boomerang para o lado errado. No entanto, já não me parece assim tão errado! – sorriu ele numa tentativa de ser sedutor. Mas a única reação que obteve de mim foi um revirar de olhos, com desprezo.

– Não lhe parece errado?! Está a brincar comigo? O seu brinquedo idiota acertou-me na testa! – apontei. – Em vez de tentar seduzir-me, numa tentativa falhada, ajude-me a levantar. Seja prestável em alguma coisa!

Um pouco atrapalhado, ele estendeu-me a sua mão, aproximando-se de mim, mas tropeçou no estúpido boomerang e acabou por cair sobre o meu corpo. Ficámos a encarar-nos, olhos nos olhos, e com a respiração levemente acelerada, num embaraçoso silêncio. Com esta situação constrangedora, algo em mim despertou.

Aproximei-me lentamente do seu rosto angelical, provocando nervosismo no rapaz dos caracóis dourados, que engoliu em seco. Segundos depois, os nossos lábios tocaram-se, originando um intenso e apaixonado beijo, cheio de desejo, cheio de tentação…

E foi assim, querida neta, que conheci o grande amor da minha vida, o teu avô!

Inês Pinto, n.º 8, Matilde Carvalho, n.º 19
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