Fugindo de mansinho…


Num rio em Inglês, pela voz de duas lusofonas…

It’s coming on Christmas 
They’re cutting down trees 
They’re putting up reindeer 
And singing songs of joy and peace 
Oh I wish I had a river I could skate away on 

But it don’t snow here 
It stays pretty green 
I’m going to make a lot of money 
Then I’m going to quit this crazy scene 
Oh I wish I had a river I could skate away on 

I wish I had a river so long 
I would teach my feet to fly 
I wish I had a river I could skate away on 
I made my baby cry

He tried hard to help me 
You know, he put me at ease 
And he loved me so naughty 
Made me weak in the knees 
Oh, I wish I had a river I could skate away on

I’m so hard to handle 
I’m selfish and I’m sad 
Now I’ve gone and lost the best baby 
That I ever had 
I wish I had a river I could skate away on 

Oh, I wish I had a river so long 
I would teach my feet to fly 
I wish I had a river 
I could skate away on 
I made my baby say goodbye 

It’s coming on Christmas 
They’re cutting down trees 
They’re putting up reindeer 
And singing songs of joy and peace 
I wish I had a river I could skate away on

por Joni Mitchell

Que cada fuga seja ao encontro de nós!

IA

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Antero de Quental – Sonetos

 O PALÁCIO DA VENTURA

Carlos Pereira da Silva

Sonho que sou um cavaleiro andante,
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante
Quebrada a espada já, rota a armadura…
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado…
Abri-vos, portas d’ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d’ouro com fragor…
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão – e nada mais!

NA MÃO DE DEUS

Na mão de Deus, na sua mão direita,

Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.

Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despojo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.

Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,

Selvas, mares, areias do deserto…
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!

NOCTURNO

Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento…

Como um canto longínquo – triste e lento –
Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre o meu coração, que tumultua,
Tu vertes pouco a pouco o esquecimento…

A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões, o eterno Bem.

E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre de Ideal, que me consome,
Tu só, Génio da noite, e mais ninguém!

Boas leituras!

IA