Páscoa é também transformação

O dia da celebração da Páscoa cristã foi estabelecido por decreto do Primeiro Concílio de Niceia (ano 325 d.C), devendo ocorrer sempre no primeiro domingo após a primeira lua cheia do equinócio da primavera (no Hemisfério Norte) e do outono (no Hemisfério Sul).

Etimologicamente, o termo Páscoa originou-se a partir do latim Pascha, que, por sua vez, deriva do hebraico Pessach Pesach, que significa “passagem”. Passagem, mudança, transformação significados tão próximos…

É talvez a celebração cristã mais importante pois associa-se à ressurreição de Cristo. Fiquemos, por isso, com este “Panis Angelicus”!

Mas, hoje, devemos celebrar a Páscoa também numa “vocação” ecológica e seguirmos os passos dos japoneses, que, transformando, reciclando, cuidam do planeta e dos seus idosos. Pelo menos, é isso que esta reportagem brasileira nos revela. 

Parece que os suecos fizeram também o mesmo…

E nós por cá por que esperamos?

Tenham uma Páscoa feliz!

IA

Fim do 2.º período com

um dos temas do filme “Cinema Paraíso”

e um poema de António Ramos Rosa.

A Festa do Silêncio

Escuto na palavra a festa do silêncio. 
Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se. 
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas. 
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas. 
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma. 

Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia, 
o ar prolonga. A brancura é o caminho. 
Surpresa e não surpresa: a simples respiração. 
Relações, variações, nada mais. Nada se cria. 
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça. 

Nada é inacessível no silêncio ou no poema. 
É aqui a abóbada transparente, o vento principia. 
No centro do dia há uma fonte de água clara. 
Se digo árvore a árvore em mim respira. 
Vivo na delícia nua da inocência aberta. 

António Ramos Rosa, in “Volante Verde” 

Fiquem bem!

IA