11.º 3 – Texto de apreciação crítica sobre “A Fuga do Paralítico”

A atividade é a mesma e está descrita nos artigos anteriores.

Eis aqui a ficha técnica (criada pelos alunos) a partir da qual a turma 3 do 11.º ano “brincou aos críticos cinematográficos”.

FICHA TÉCNICA

Título:A Fuga do Paralítico
Realizador: Vasco Ferreira
Elenco: 
Aninha Queen - Ana
Brunão Silva - Gonçalo
Tomás Moreira - Tomé
Género: Comédia

Abaixo seguem alguns dos textos produzidos, aqueles que os alunos quiseram disponibilizar aqui.

Boas leituras!

IA

A “dessurpreendente” Fuga do Paralítico

Por Mariana Almeida

O mais recente filme A fuga do Paralítico, estreado este fim de semana, já está a dar que falar em tudo quanto é canto dos media, pela tão fracassada comédia que é.

A película tem como realizador o tão famoso e inigualável Vasco Ferreira, bastante conhecido no mundo do cinema, mas nem isso a salvou.

A ação  decorre num hospital, donde Tomé, um jovem paraplégico, protagonizado pelo “Homem da comédia” Tomás Moreira, tenta fugir a todo o custo, com a ajuda da sua amiga e enfermeira, Ana (Aninha Queen), e do seu grande amigo, Gonçalo (Brunão Silva), que vimos a saber, mais tarde, ser agente secreto.

Infelizmente, é de destacar o desempenho de Tomás Moreira, que pela primeira vez na sua carreira não alcançou as expectativas do público, e não brilhou como costuma. Mas o mesmo não se pode dizer de Aninha Queen e Brunão Silva que tiveram uma hilariante estreia na grande tela, pelo que já se prevê um longo caminho para estes dois jovens e promissores atores.

Outros aspetos que deixam muito a desejar nesta comédia são os cenários e a banda sonora. Vasco Ferreira poderia ter sido mais cuidadoso na escolha e no tratamento dos espaços de modo a tornar o filme mais realista. Quanto à banda sonora, não se enquadra no género: sendo uma comédia, esperávamos algo mais ligeiro, cativante e animado.

Em suma, para os amantes da comédia, que esperam um filme onde gargalhadas não faltem, e também para aqueles que apreciam a harmonia do todo numa obra cinematográfica, é de sugerir que, quanto a este, economizem dinheiro, pipocas e tempo precioso, pois Vasco Ferreira, contra o que é costume, “dessurpreendeu-nos”.  

A Incrível fuga do paralítico

por Ana Beatriz Silva

O filme A fuga do paralítico, realizado pelo experiente e criativo Vasco Ferreira, trata da emocionante mas hilariante história dum homem portador de uma deficiência motora que, com ajuda, escapa do hospital onde vive há anos.

Embora tenha sido criado apenas com o propósito de ser uma divertida comédia, podemos também retirar daqui aspetos importantes na sensibilização do público. Tomé (o inigualável Tomás Moreira) é um paraplégico que quer por um dia fugir de toda a rotina que o acompanha há anos e pede ajuda à enfermeira Ana (a talentosa Aninha Queen) e ao seu melhor amigo, Gonçalo (Brunão Silva, no seu melhor).

Todo o enredo vive do cómico pois há sempre um percalço a dificultar a fuga mas, no fundo, A fuga do paralítico é uma criação que deveria estar presente em campanhas de sensibilização à diferença, porque nos ajuda a perceber a frustração que estas pessoas sentem por viverem condicionadas e dependentes. Claro que também nos faz rir – e não pouco – e alguns podem até não interpretar da melhor forma a intenção do realizador, mas cabe-nos a nós divulgar a importante mensagem do filme.

Sem dúvida, é uma comédia incrível que nos faz perceber que devemos ajudar a proporcionar a melhor forma de vida a todas as pessoas portadoras de deficiências motoras.

A Fuga [sensibilizante] do Paralítico

Por Joana Coutinho

A mais recente comédia de Vasco Ferreira, estreou esta semana nas salas de cinema portuguesas, A Fuga do Paralítico contém a dose certa de comicidade e sensibilização dos espectadores.

Tomé, interpretado magnificamente por Tomás Moreira, é um jovem que sofre de paralisia nos membros inferiores e encontra-se internado no hospital, onde conhece Gonçalo, outro paciente, interpretado pelo jovem talento Brunão Silva, e Ana, uma enfermeira que se apaixona por ele e que chega aos ecrãs, na pele da belíssima Aninha Queen.

No início desta hilariante e romântica comédia, Tomé, cheio de sonhos, pede ajuda a Gonçalo e a Ana para fugir do monótono hospital em busca da sua felicidade. Assim, nasce esta aventura repleta de paixão, sorrisos e sonhos… E não convém esquecer os contributos de Ana e Gonçalo para a recuperação da identidade e da autoestima de Tomé.

Com A Fuga do Paralítico, Vasco Ferreira revela-nos uma realidade bastante comum mas de uma forma inédita, sensibilizando os espectadores para a vida das pessoas portadoras de deficiência.

Será que escapou?

Por Beatriz Paiva Cunha

Com grande facilidade em criar comédias de “partir a moca a rir” e liderando a nova onda no género, Vasco Ferreira lançou ontem a sua última criação, A fuga do paralítico. É um filme feito à medida, para que qualquer um possa desfrutar de umas boas gargalhadas.

Atores duros e consagrados no drama, como Tomás Moreira, Brunão Silva e Aninha Queen, foram desafiados a quebrar as suas fronteiras e a mostrar ao público o seu lado mais extrovertido. De facto,  interpretaram vivamente e de modo hilariante o papel que lhes foi atribuído, deixando o público “de boca aberta”.

A fuga do paralítico conta-nos a história de Tomé (Tomás Moreira) um jovem rapaz que havia sido internado no hospital local, onde permanece por algum tempo. Com a ajuda de Gonçalo (Brunão Silva), o seu melhor amigo, e a bela enfermeira Ana (Aninha Queen), decide fugir do hospital. Acreditem, ou não, Tomé tinha estado a planear esta fuga há meses, como se fosse muito difícil fugir do hospital… Esperem… mas era! E, se estão curiosos para saber como é que um paralítico conseguiu fugir do hospital, deveriam ir ao cinema agora mesmo.

    E quem não aprecie a comédia, não se preocupe, pois o objetivo deste filme não é só fazer-nos rir, mas também mostrar-nos que pessoas portadoras de doenças crónicas ou deficiências, como o Tomé, também podem ter uma vida normal e ser mais felizes, mas só se ninguém “lhes atirar constantemente à cara” aquilo que elas têm de tão especial.

Enfim, toda a gente deve ver este filme, pois Vasco Ferreira e seu elenco esforçaram-se, e muito, para que esta comédia fosse tão espetacular. E agora fica a dúvida. Será que escapou?

A Fuga do Paralítico, uma comédia que deve ser levada a sério

por Tomás Moreira

O filme A Fuga do Paralítico é uma longa-metragem onde é retratada a vida de Tomé, um jovem com deficiências motoras, que com a ajuda do seu amigo Gonçalo (interpretado pelo jovem ator Brunão Silva) e de Ana, uma enfermeira (interpretada pela conceituada atriz Aninha Queen) foge do hospital onde vive, conhecendo o “mundo real”.

Esta comédia realizada por Vasco Ferreira, um dos realizadores mais consagrados do nosso país, pretende demonstrar-nos, de uma forma animada e não depressiva, a vida de um pessoa com deficiência motora, que necessita de uma cadeira de rodas e de terceiros para se mover. Tomé, cansado de viver trancado num hospital, pois não tem ninguém que possa cuidar dele em casa, resolve escapar do hospital com dois amigos e vive uma das suas maiores aventuras.

É uma comédia de nos prender ao ecrã e que, ao mesmo tempo que retrata situações menos agradáveis do dia-a-dia do protagonista, nos dá uma lição de vida, fazendo-nos rir.

 Ao contrário de Tomé, A fuga do paralítico tem pernas para andar!

Por Lara Neves

A fuga do paralítico é uma fantástica comédia realizada pelo mais novo realizador da Hollywood Studios, Vasco Ferreira. Conta com a brilhante participação de Aninha Queen, Tomás Moreira (em estreia) e Brunão Silva que dão vida às suas personagens.                                              

Lançado em agosto de 2019, está em primeiro no ranking dos filmes mais vistos do ano. No entanto, tem sido alvo de inúmeros elogios mas também de algumas críticas.

Esta comédia é realizada maioritariamente num ambiente de um hospital, do qual a personagem interpretada por Tomás Moreira, Tomé, o paralítico, tenta escapar com a enfermeira Ana (Aninha Queen). Quando estes conseguem finalmente sair pelas portas traseiras do Hospital Southern Califórnia, está lá à sua espera Gonçalo (Brunão Silva), com uma grande ambulância roubada anteriormente no local. O filme conta com duas longas horas de pura aventura!

Vasco Ferreira, numa entrevista, ressaltou que a sua primeira comédia não se destinava apenas a divertir as pessoas que a vissem, mas também serviria para sensibilizar o público em relação a problemas de multideficiência, neste caso a paraplegia. Por causa do seu conteúdo, A fuga do paralítico deu que falar. Em muitos sites e blogues de opinião, temos todo o tipo de comentários, tais como, por exemplo, este: “O realizador apenas usou um problema real e o transformou em comédia para fazer chacota deste tipo de situação…”. Por isso mesmo, Vasco Ferreira ter vindo a público para se “defender”.

“Atualmente, a sociedade está habituada a tentar fugir ao máximo de todo o tipo de assuntos delicados envolvendo doenças, mas a verdade é que estão a evitar o inevitável. Com este filme, é possível libertar um pouco a nossa alma e dar mais atenção a esse “problema”, pois, mesmo em forma de comédia, no fundo  não deixa de transmitir uma lição de moral. Somos todos iguais, uns com mais restrições que outros, mas todos têm a capacidade de fazer as pessoas rir”, ressaltou o jovem realizador. Acontece que o ator  Tomás Moreira é, na realidade, paraplégico e, ao interpretar Tomé, diz, nessa mesma entrevista, ter-se sentido livre dos problemas e das críticas frequentemente experienciadas. Ressaltou também que, pela primeira vez, se sentiu verdaeiramente adorado e nunca se sentiu tão feliz nem nunca se divertiu tanto quanto nesses três meses de gravação.

Esta comédia é um marco na nossa sociedade e o começo de uma nova etapa na vida de Tomás Moreira e de todos nós.

A Fuga do Paralítico

Por Diogo Oliveira

O filme, A Fuga do Paralítico, recentemente estreado nos nossos cinemas, pretende contar-nos a história de um paralítico que fugiu de um hospital.

É uma película de Vasco Ferreira, realizada em homenagem a um dos seus grandes amigos, João Pinto, sendo ele também paraplégico. Acerca da história: havia um rapaz, Tomé, interpretado magnificamente por Tomás Moreira, que sofre um grave acidente de carro que o leva ao hospital, sendo também acompanhado pelo seu grande amigo, Gonçalo (Brunão Silva). A comédia começa com o momento em que a enfermeira Ana, representada hilariantemente por Aninha Queen, entra no quarto de Tomé, trazendo más notícias. Diz-lhe que terá de ficar internado por alguns meses. Mas Ana fica também apreensiva por causa da má notícia, dizendo ao jovem Tomé que poderia ajudá-lo em algo que ele precisasse. É então que Tomé diz a Ana que esta poderia ajudá-lo a fugir do hospital pois queria desfrutar da vida como qualquer outra pessoa e que não era por estar paralítico que isso iria ser um obstáculo. Acaba por conseguir fugir escapando ao internamento.

Alguns dos muitos aspetos positivos que A fuga do paralítico tem, são a qualidade da representação dos atores, que é esplêndida, a mensagem pertinente que o filme nos transmite e o facto de este ser extremamente cómico devido aos vários momentos engraçados, que vão sendo criados no desenrolar do enredo.

Não é uma história que retrata apenas as dificuldades da vida dos paraplégicos, mas, muito pelo contrário, apesar de ser uma comédia, tem também como objetivo sensibilizar o público para a multideficiência, assim como aqueles que sofrem com essa situação. Todas as pessoas com paralisia deveriam aplicar nas suas vidas a mensagem que este filme transmite e que não é por mais obstáculos que lhes apareçam que não podem usufruir da vida como qualquer outra pessoa.

O desastre do paralítico

Por Luísa Oliveira

Muitos falam sobre A fuga do paralítico, uma produção do prodigioso Vasco Ferreira, que, mesmo muito novo, já é considerado pelos críticos um dos melhores realizadores da atualidade. No entanto, depois de visualizar esta deplorável comédia não concordamos com a opinião dos especialistas.

Apesar da participação do inconfundível Brunão Silva, no papel de Gonçalo, da extraordinária Aninha Queen, neste filme uma Ana pouco convincente, Vasco ferreira escolheu para desempenhar o papel do protagonista um ator extremamente desagradável, Tomás Moreira.

Este filme não consegue captar o nosso interesse pelo facto de tratar um problema tão sério com uma ignorância sem limites. O filme retrata a história de Tomé, um homem simples e viciado em álcool.

A obra começa com um simples encontro entre amigos num bar, até que chega uma misteriosa mulher, de nome Rebeca, que convida o nosso protagonista para se encontrar com ela num hotel já velho e duvidoso.

Tomé não pensa duas vezes e, já meio embriagado, sai a correr do bar, mas é atropelado e levado de imediato para o hospital. Quando acorda, descobre que se encontra no mesmo hospital onde a sua magnífica mulher Ana trabalha como enfermeira, mas que, de momento, se encontra numa missão em África, sem meios para comunicar com ele. E, no dia seguinte, Tomé descobre que está paralítico. E podemos apontar, nesta cena, a nossa primeira crítica: a forma como os médicos o dizem ao nosso Tomé é fria e pesada, mas não nos convence a nós espectadores.

Rebeca, vem a saber da situação e, sentindo-se culpada, resolve desfazer-se desta sua identidade e voltar a ser apenas o empresário bem sucedido Gonçalo Pereira. Sim, um dos temas desta falhada comédia tem a ver com questões de género. Gonçalo, então, decide revelar toda a verdade a Tomé, deixando-o confuso, pois este começa a duvidar da sua orientação sexual. É então que Tomé, aparentemente envergonhado e confuso com toda aquela situação, fica com medo de encarar tanto a mulher, que entretanto lhe telefona e diz que regressará no dia seguinte, quanto Gonçalo, e decide fugir. Para isso, conta com ajuda de um dos seus amigos, Joaquim, interpretado por Diogo Oliveira, um ator ainda em formação.

A partir daqui, todos nós concordamos, começa a parte pior do filme. Parece que o nosso realizador não quis saber das dificuldades com que as pessoas portadoras de deficiência vivem no seu dia a dia e a desastrada fuga do hospital é prova disso. Mas, sinceramente o pior ainda não tinha chegado. As situações vividas pelo protagonista em vez de serem cómicas, tornam-se ridículas e desumanas. Já para não falar dos preconceitos em relação aos homossexuais e transexuais que estão presentes ao longo do enredo. Só mesmo vendo o filme!

As nossas expectativas antes de ver esta “comédia” eram elevadas e não estando nada satisfeitos nem com a realização nem com o desempenho dos atores envolvidos, só conseguimos declarar que gastamos mal o dinheiro no bilhete e nas pipocas e o nosso precioso tempo! 

Publicado por

isauraafonseca

Professora do Ensino Secundário - Português

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