Frei Luís de Sousa

Caros alunos do 11.º ano, para quem gosta de cinema (quase teatro), tem aqui a obra de João Botelho Quem és tu?, filme baseado no drama garrettiano.

Aconselha-se o visionamento a partir do minuto 23:56.

Por que será?

Bom visionamento!

IA

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Robin Hood – a sociedade feudal

Neste segmento fílmico do épico realizado por Ridley Scott, podemos ver uma sociedade estratificada, com regras bem precisas, destacando-se convenções sociais bem rígidas (reparem que o herói, mesmo tendo o título de “Lord”, ou seja, é fidalgo, nobre, não pode olhar diretamente para a rainha-mãe, Lady Eleanor, sua suserana,) e o princípio de vassalagem (enquanto dialoga com a rainha e o novo rei, Robin permanece ajoelhado e preferencialmente cabisbaixo). Aliás, antes do encontro ele é advertido sobre o modo como proceder.

Repare-se também no símbolo do Cristianismo – a cruz – presente nas vestes destes nobres guerreiros.

Este é um filme que recomendo a quem quiser fazer uma breve revisão sobre as sociedades medievais. As relações e as convenções sociais influenciavam as relações interpessoais e vida emotiva/emocional (como já vimos nos cantares de amor, em que o sujeito poético se comporta com a dama como um vassalo o faz para com o seu senhor). Lady Eleanore, mãe do rei falecido, é obrigada a refrear a dor da perda do filho mais velho, porque só ela pode coroar o seu segundo filho, como novo rei.

O comportamento do rei recém-coroado também é significativo: preparava-se para recompensar o nobre que lhe trouxe a coroa mas, lembrando-se de que o pai do seu vassalo estava atrasado com o pagamento do imposto que lhe era devido, recuou no gesto de gratidão.

Espero que o vosso inglês esteja bem afinado, porque não há legendas!

Boas aprendizagens!

IA

Carpe Diem

No Clube dos Poetas Mortos

 

Saudades deste filme de Peter Weir, de 1990!

Ricardo Reis, o heterónimo mais erudito de Pessoa, só não aprovaria o conselho “Façam das vossas vidas uma coisa extraordinária!”.

Afinal, o “eu” nas odes de Reis é um simples observador do rio que caminha para o mar, um mero espectador da vida que passa. Nunca é ator. Nunca se assume como alguém que busca protagonismo. Mas é sempre aquele que aceita o que o Fatum lhe reserva.

E que cada um de nós encontre o seu verso, como sugere Walt Whitman, de quem falaremos quando estudarmos a poesia do sr. engenheiro Álvaro de Campos.

Boa semana!

IA

Quando grandes livros dão grandes filmes

O Nome da Rosa, de Umberto Eco é um desses livros. Um livro que vive de livros! E não só… Faz parte do PIL do 10.º ano e foi escolhido por alguns alunos.

Aqui fica apenas um pedacinho do filme de Jean-Jacques Annaud, para “abrir o apetite”.

E um pedacinho do livro.

SEGUNDO DIA

NOITE

Onde se penetra finalmente no labirinto, se têm estranhas visões e, como acontece nos labirinto, aí a gente se perde.

 

Voltámos ao scriptorium, desta vez pela escada oriental, que também subia ao andar proibido, com a candeia ao alto diante de nós. Eu pensava nas palavras de Alinardo sobre o labirinto e esperava coisas pavorosas.

Fiquei surpreendido, quando emergimos no lugar onde não deveríamos ter entrado, ao encontrar-me numa sala de sete lados, não muito ampla, privada de janelas, em que reinava, como de resto em todo o andar, um forte odor a fechado ou a mofo. Nada de terrificante.

A sala, como disse, tinha sete paredes, mas só em quatro delas se abria entre duas colunazinhas encaixadas na parede, uma abertura, uma passagem bastante ampla encimada por um arco de volta inteira. Ao longo das paredes fechadas encostavam-se enormes armários, carregados de livros dispostos com regularidade. Os armários tinham uma etiqueta numerada, assim como cada uma das prateleiras: claramente, os mesmos números que tínhamos visto no catálogo. No meio da sala uma mesa, também ela repleta de livros. Sobre todos os volumes um véu bastante fino de poeira sinal de que os livros eram limpos com uma certa frequência. Pelo chão também havia qualquer sujidade. Por cima do arco de uma das portas, uma grande inscrição, pintada na parede, apresentava as palavras: Apocalypsis lesu Christi. Não parecia esbatida, embora os caracteres fossem antigos. Apercebemo-nos depois que, também nas outras salas, estas inscrições eram na verdade gravadas na pedra, e bastante profundamente e depois as cavidades tinham sido preenchidas com tinta, como se usa para pintar a fresco as igrejas.”

Umberto Eco, O nome da Rosa. Difel, 16.ª ed, p. 165

IA

Cinema: O Mercador de Veneza

Porque as férias para os meus dezassete magníficos estão quase aí, sugiro o visionamento de O Mercador De Veneza. Realizado em 2004 por  Michael Radfort e baseado na peça homónima de William Shakespeare, o filme está disponível aqui: 

É certo que o ideal seria vê-lo no grande ecrã, ou seja, no cinema. Mas à falta de sala, cá nos vamos entretendo neste pequeno cantinho do Paraíso… (Espero não estar a cometer nenhuma infração, mas a película está disponível no YouTube e não fiz qualquer download.)

As interpretações de Lynn Collins (Portia) e de Joseph Fiennes (Bassanio) não ficam aquém das de Al Pacino (o judeu Schylock) e de Jeremy Irons (Antonio), como se poderia, à partida, supor. O texto é uma das obras-primas do grande poeta e dramaturgo inglês. Aconselho todos a, se possível, adquirirem DVD original.

E agora e porque não conto visitar este nosso Bem-Vindo ao Paraíso antes de setembro, resta-me desejar-vos umas boas férias e um bom descanso!

IA

Reino dos Céus e Alexandre, o Grande

Hoje foi dia de cinema na aula de Português. Não correu como eu esperava. Levo Reino dos Céus, de Ridley Scott, levo ficha de trabalho, mas o filme tem a imagem fragmentada. Nada se vê. Que fazer?

Viagem rápida até ao centro de recursos da ESG e trago outro realizador (Oliver Stone), outros heróis, outros tempos. Sem templários, como fora prometido! Da ficha aproveita-se a última atividade, aquela que justifica o visionamento do(s) mesmo(s).  Aqui ficam excertos de ambos. 

O primeiro: o que se queria ver.

O segundo: o que se viu.

Ficam também em comum o épico, os heróis (tipologia), duas realizações soberbas, interpretações fabulosas… E uma fragilidade única que só os GRANDES conhecem: uma enorme solidão! Porque a sua visão do mundo é demasiado estranha e inovadora (diria mesmo precoce) aos olhos dos seus contemporâneos, os comuns mortais.

IA

Ficha de trabalho: O reino dos céus