SOBE: comentários da turma 11 do 10.º ano

Agora são os comentários da turma 11 do 10.º ano. O critério é o mesmo do artigo anterior.

Afonso Sousa, n.°1  

“Desistir não é uma opção.”
E disseram  o mesmo Leonor Vieira, n.º 14, Milene Jesus, n.º 22 e Guilherme Arouca, n.º 27

Curta animado 3D: "Sobe" - por Alyce Tzue | Court métrage enfant, Dessin animé enfant, Court metrage

Alexandra Rodrigues, n.º 2

“Às vezes podemos não chegar aos nossos objetivos, mas podemos ajudar alguém a conseguir atingir o seu e ficaremos felizes!”
Pin by Muradija Rizvanović on za djecu | Forest landscape, Autumn forest, Landscape illustration

André Pinto, n.º 5

“Só conseguimos os nossos objetivos com trabalho, dedicação e esperança, sendo, por vezes, preciso falhar para conseguir o planeado!”
“É preciso demonstrarmos gratidão pelo outro, por aquele que nos ajuda nos momentos mais difíceis.”
O poder da Gratidão | Wicca & Bruxaria Amino

Letícia Silva, n.º 3

“A empatia e a partilha são a chave do sucesso.”
“O erro é o primeiro passo da vitória.”
Coronavírus: solidariedade em tempo de crise - Saber Viver

Diogo Santos n.°8

“Se nos ajudarmos uns aos outros somos mais fortes.”

“Com ajuda tudo é possível.”
E disseram o mesmo os seguintes alunos: Francisco Almeida, n.º 10, Gonçalo Pereira, n.º  15, Maria Beatriz, n.°17, Mateus Castro, n.° 21,  Santiago Rocha,  n.º 25 e Tiago Silva, n.º 26.
SOLIDARIEDADE ÀS FAMÍLIAS DE OEIRAS/PI NO COMBATE AO COVID-19 | Vaquinhas online

Gonçalo Pereira, n.º 15

“A amizade é uma estrela reluzente!”
Estrela Da Amizade - Desenho de kaicinfinity - Gartic

Francisco Almeida, n.º 10

“ Nunca devemos desconfiar de ninguém.”
E disse o mesmo a Francisca Carneiro, n°18.
O que Picasso escondeu | VEJA
Leonor Vieira, n.º 14
“Com persistência tudo é possível.”
Disse o mesmo o Pedro Martins, n.º 23
Análise do quadro A Persistência da Memória de Salvador Dalí - Cultura Genial

Maria Beatriz, n.°17

“Se nos ajudarmos uns aos outros somos mais felizes!”

Reforçar o espírito de entreajuda e de solidariedade - VER

Francisca Carneiro, n.°18

“Não devemos desistir dos nossos sonhos, devemos persistir pois, no fim, vamos conseguir alcançá-los.”
Pin de Carla Liloca em Idéias | Arte legal, Linda arte, Projetos de arte

Maria Inês, n.º 19

 “Usar os vestígios do nosso fracasso levar-nos-á à recompensa do nosso sucesso.”
“Todo o bom que oferecemos acaba sempre por encontrar o seu caminho de volta.”
Nextart ➔ Pintura Abstracta - Composição (Acrílico) (Verão)

Rodrigo Sousa, n.º 24

“Nunca devemos desistir pois, se tivermos ajuda e determinação, tudo é possível!”

Pin em Crianças

Guilherme Arouca, n.º 27

“Quando temos alguém ao nosso lado fica sempre tudo mais fácil.”
Educar para a cidadania e solidariedade - Mãe-Me-Quer

SOBE: comentários da turma 10 do 10.º ano

Achei por bem destacar os comentários que os alunos fizeram em família a propósito da curta-metragem “Sobe”, postada dois artigos atrás.

Vão aqui as frases mais emblemáticas dos alunos do 10.º 10, aquelas cujas ideias, de certa forma, foram repetidas noutras. Os autores são identificados, por ordem alfabética.

André Santos, n.°1 

“Independente de tudo, temos sempre de ter esperança!”

Réstia de Esperança Pintura por Tavares | Artmajeur

Bruno Gil, n.°6  

“Apesar de tudo, devemos sempre ajudar os outros.”
Solidariedade: o que é, importância e dicas para desenvolver

Catarina, n.º 7

“Às vezes, aprendemos mais com os nossos erros do que quando acertamos.”
Aprendendo com os erros | Gotas de Paz
Joana Pereira, n.º 15
“Devemos trabalhar e nunca desistir até alcançarmos os nossos objetivos.”
“Mesmo quando pensamos que estamos sozinhos, sempre existirá alguém.”
E disseram o mesmo por outras palavras os seguintes alunos: André Almeida, n.º 2, Bruna Lima, n.º 4, Bruna Gonçalves, n.º5, Bruno Gil, n.º 6, Cecília Pinto, n.º 8, David Moutinho, n.º 9, Emilly Pereira, n.º 12, Íris Pereira, n.º 13, Isabel Castro, n.º 14, João Pedro Leite, n.º 16, Lara Nunes, n.º 17, Mariana Leite, n.º 20, Paulo Morais, n.º 22, Pedro Ribeiro, n.º 24, Rafael Queirós, n.º 26, e Tiago Nogueira, n.º 27.
Covid-19 - Solidariedade em crescente no concelho de Moura | A Planície

Nuno Oliveira, n.º 21

“Por vezes, os problemas mais difíceis têm soluções simples, que estiveram sempre à nossa frente!”
“Quando ajudamos os outros, ajudamos o mundo a ficar mais brilhante.”
Em nuvens | Ilustração, Ajudar os outros, Pinturas

Pedro Ferreira, n.º 22 

“Mesmo quando tudo está mal, há sempre uma solução.”
A liberdade de optar pelo melhor - Comunidade Católica Shalom
As imagens foram todas colhidas em "Google imagens".
Boas leituras!
IA

Cartoon – texto de apreciação crítica

Este artigo foi especialmente concebido para os alunos do 11.º ano da ESG, que realizaram esta atividade aquando da diagnose inicial.

Foi-lhes proposto, como ponto de partida para a produção de um texto de apreciação crítica, o seguinte cartoon: 

Concurso de cartoons humorísticos de Lagos já tem vencedores - Postal do Algarve

 em https://postal.pt/cultura-sul/2020-06-24-Concurso-de-cartoons-humoristicos-de-Lagos-ja-tem-vencedores

No documento em anexo constam um plano que obedece ao solicitado no enunciado da prova e uma proposta de textualização, a cores, de modo a que os alunos possam compreender a essência subjetiva (valorativa) e a estrutura deste tipo de texto.

Texto_apreciação_crítica_cartoon

Boas aprendizagens!

IA

Van Gogh e Dvorak, um encontro possível

É uma espécie de banda sonora para um poema (?) que nasceu de uma paisagem que mora no Bem-Vindo ao Paraíso. Mesmo pertinho daqui, no artigo anterior.

Certa planície francesa

 

Há um silêncio suspenso no azul que se inclina

em verdes matizados

três aves pernaltas que são árvores

(talvez flamingos?)

aconchegam na sua sombra

outras aves aninhadas que são arbustos

 

à esquerda

o cabelo palha de um homem

confunde-se com o verde-palha

de amontoados pés de trigo em repouso

parece suster nas mãos um livro aberto

que desfia o silêncio

 

há palavras que gritam no livro

 

flores vermelhejam ao centro

em primeiro plano

brancos turvos

hesitam

semeiam-se

e esperam que o silêncio dê lugar ao canto

 

onde moram os pássaros chilreantes?

 

cogitam os campos  estendidos

em lânguidas mantas de retalhos

lânguidas mantas de retalhos

que dormem à espera de um beijo

um beijo que as estremeça de vida

da vida que brota do silêncio demiurgo

 

uma folha balouça ao vento

e outras palavras gritam no coração

do homem que não existe

mas parece existir na turvação

dos olhos aninhados na sinfónica paisagem

 

mas se existe no olhar turvo

existe

existe como existe o silêncio

que se vê pintado de azul e verde

e de outros amarelos-verdes suspensos

nessa imensa tela goghiana…

IA

 

Festa de finalistas

Eis-nos chegados ao fim. Foram três bons anos, mesmo com algumas “desavenças” pelo meio. Agora, são os exames e, depois, outros caminhos virão…

Ficam aqui algumas fotografias do 12.º 1, 12.º 7 e 12.º 10 relativas ao evento social. As minhas meninas e os meus meninos estão devidamente identificados. E todos TÃO LINDOS!

12.º 1

Da esquerda para a direita, fila da frente, vemos o David, o Bessa, o André, o Pedro, o Hugo (escondido pelo candeeiro), em pé, o Ângelo e a Carlota. Na fila de trás, começando pela direita, subindo a escada, o Tavares, o Ricardo, o João Pedro, o Miguel, o João Sousa, o Rafael e o Pinto.

 

Aqui temos alguns meninos que não constam na primeira foto. São eles o Diogo Ferreira (atrás, à direita), o Vieira (atrás, à esquerda) e o Hugo (em primeiro plano, agora já não escondido pelo candeeiro).

 

Para além dos já conhecidos, temos, de novo, aqui o Melo, o jovem da gravata vermelha.

Algumas brincadeiras deles e minhas

 

Da direita para a esquerda: a noiva (Carlota), o noivo (Ângelo) e o padrinho (André). Tão lindinhos e bem-humorados!…

 

O brincalhão e inesquecível Bessa e o Rafael, que alinhou na brincadeira! Lindos! E linda carteira!… Gucci?

 

O David e a sua belíssima princesa. Reparem bem no pormenor da gravata. A mesma cor do vestido da menina! Quem sabe sabe!

 

12.º 7

Da esquerda para a direita, temos a Beatriz, a Bárbara T., a Patrícia, o Junqueira, a Andreia, a Mafalda (que tanto jeito me deu, quando dei a definição de mulher petrarquista!), a Bárbara N. e a Sofia. Na fila de trás, em sentido contrário, vemos o Moreira, a Adriana, o Diogo Silva (também conhecido por Mágico), o Magalhães, o David, o Neves, o Diogo Pereira e o Gonçalo, meio escondido pela sua amada. Para a turma estar completa, faltam aqui a Maria, o Tiago Silva e o Ricardo, e a nossa assistente Mariana.

DESFILE DE MISSES DO 12.º 7

Será que as conseguem identificar?

Para além da turma

O David (o nosso Errol Flynn) e um amigo… Porque as amizades fazem-se por toda a escola!

12.º 10

Tenho de alertar os nossos visitantes para o facto de a turma também integrar cinco meninos. Mas onde estão eles?… Não era noite de futebol!

CONCURSO DE MISSES do 12.º 10

Da esquerda para a direita, a Joana, a Alexandra, a Ana Beatriz (ou ao contrário, porque são gémeas e eu aqui não as diferencio. Já na aula sabe Deus!), a Bruna, a Maria, a Vânia, a Catarina, a Lídia (outra beleza petrarquista que tanto jeito me deu!), a Beatriz Pereira, a Beatriz Rocha e a Beatriz Silva!

 

Um desfile mais completo: da esquerda para a direita, em segundo lugar, a Beatriz, em oitavo lugar, a Sofia, seguida da Ana Luísa, da Milene e da Ana Isabel. Depois já as conhecemos da fotografia acima. Onde estão a Ana Rafaela e a Sandra?

Bem, falta aqui a turma 12.º 9, mas os meninos não me enviaram imagens… Por isso, resta-me desejar a todos boa sorte para os exames e para esse imenso futuro que vos espera!

Bem hajam!

Isaura Afonseca

 

Intervalando com Morango(s)

imagem colhida por FA

Morangos

No começo do amor, quando as cidades 
nos eram desconhecidas, de que nos serviria 
a certeza da morte se podíamos correr 
de ponta a ponta a veia eléctrica da noite 
e acabar na praia a comer morangos 
ao amanhecer? Diziam-nos que tínhamos 

a vida inteira pela frente. Mas, amigos, 
como pudemos pensar que seria assim 
para sempre? Ou que a música e o desejo 
nos conduziriam de estação em estação 
até ao pleno futuro que julgávamos 

merecer? Afinal, o futuro era isto. 
Não estamos mais sábios, não temos 
melhores razões. Na viagem necessária 
para o escuro, o amor é um passageiro 
ocasional e difícil. E a partir de certa altura 
todas as cidades se parecem. 

Rui Pires Cabral, in ‘Longe da Aldeia’ 

BOM DOMINGO!
IA

Pessoa e a nostalgia da infância

A recordação da infância funciona na poesia do ortónimo como uma forma de evasão ao sofrimento, como fuga à “dor de pensar”. É uma estratégia efémera, é certo, porque o presente e a realidade acabam por se  impor ao “eu” que, por instantes, se fragmentou.

São vários os elementos textuais que evocam essa infância passada, período feliz, (real ou virtual) do “eu” (da humanidade, também). Essa felicidade justifica-se, porque esta fase da vida está mais próxima da nossa condição de ser natural (mais animal), porque mais próxima do inconsciente, do instinto (como acontece com o gato), porque mais emotiva (como acontece com a ceifeira) porque é a época do “faz de conta”, da fantasia e, também por isso, mais próxima do sonho. Porque também é símbolo do paraíso perdido.

Segue uma pequena lista de elementos textuais que, em vários poemas, evocam a infância perdida.

jardim, flores, ama, sonho, sonhar, histórias, contos, fadas, azul, primavera, canção, princesa, cantar, brincar, coração

Elencam-se alguns poemas que ilustram esta temática.

Boas leituras!

IA

Maravilha-te, memória!

Maravilha-te, memória!

Lembras o que nunca foi,

E a perda daquela história

Mais que uma perda me dói.

 

Meus contos de fadas meus —

Rasgaram-lhe a última folha…

Meus cansaços são ateus

Dos deuses da minha escolha…

 

Mas tu, memória, condizes

Com o que nunca existiu…

Torna-me aos dias felizes

E deixa chorar quem riu. 

21-8-1930
Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando Pessoa. (Nota prévia de Vitorino Nemésio e notas de Jorge Nemésio.) Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990).  - 162.
Resultado de imagem para matisse paintings
Henri Matisse, Open window at Collioure

Vejo passar os barcos pelo mar

Vejo passar os barcos pelo mar,

As velas, como asas do que vejo

Trazem-me um vago e íntimo desejo

De ser quem fui, sem eu saber que foi.

Por isso tudo lembra o meu ser lar,

E, porque o lembra, quanto sou me dói.

 

1932

Poesias Inéditas (1930-1935). Fernando Pessoa. (Nota prévia de Jorge Nemésio.) Lisboa: Ática, 1955 (imp. 1990).  - 112.
Maria Vilaça

Quando era criança

Quando era criança

Vivi, sem saber,

Só para hoje ter

Aquela lembrança.

 

E hoje que sinto

Aquilo que fui.

Minha vida flui,

Feita do que minto.

 

Mas nesta prisão,

Livro único, leio

O sorriso alheio

De quem fui então. 

2-10-1933
Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995).  - 187.
Tuebingen_VanGogh
Vincent Van Gogh

Como a Noite é Longa!

Como a noite é longa!
Toda a noite é assim…
Senta-te, ama, perto
Do leito onde esperto.
Vem p’r’ao pé de mim…

Amei tanta coisa…
Hoje nada existe.
Aqui ao pé da cama
Canta-me, minha ama,
Uma canção triste.

Era uma princesa
Que amou… Já não sei…
Como estou esquecido!
Canta-me ao ouvido
E adormecerei…

Que é feito de tudo?
Que fiz eu de mim?
Deixa-me dormir,

Dormir a sorrir
E seja isto o fim.

 
4-11-1914
Cartas de Fernando Pessoa a Armando Côrtes-Rodrigues. (Introdução de Joel Serrão.)Lisboa: Confluência, 1944 (3.ª ed. Lisboa: Livros Horizonte, 1985). - 43.
 

Quando as crianças brincam

Quando as crianças brincam

E eu as oiço brincar,

Qualquer coisa em minha alma

Começa a se alegrar.

 

E toda aquela infância

Que não tive me vem,

Numa onda de alegria

Que não foi de ninguém.

 

Se quem fui é enigma,

E quem serei visão,

Quem sou ao menos sinta

Isto no coração. 

5-9-1933
Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995).  - 166.
Ivan Cruz, Crianças na Praça

Ah, quero as relvas e as crianças!

Ah, quero as relvas e as crianças!

Quero o coreto com a banda!

Quero os brinquedos e as danças —

A corda com que a alma anda.

 

Quero ver todas brincar

Num jardim onde se passa,

Para ver se posso achar

Onde está minha desgraça.

 

Ah, mas minha desgraça está

Em eu poder querer isto —

Poder desejar o que há.

[…]

23-8-1934
Poesias Inéditas (1930-1935). Fernando Pessoa. (Nota prévia de Jorge Nemésio.) Lisboa: Ática, 1955 (imp. 1990).  - 164.