Vamos a Sintra… em “Os Maias”

Porque Carlos queria provocar encontro casual com Maria Eduarda:

 «- Iam pelo Chiado abaixo; anteontem, às duas horas… Estou convencido que iam para Sintra. […] 

Carlos ficou ainda um momento olhando o jogo, com uma cigarette apagada nos dedos, o mesmo ar distraído: de repente, pareceu tomar uma decisão, atravessou o corredor, entrou na sala de música. Steinbroken fora ao escritório ver Afonso da Maia, e a partida de whist; e Cruges só, entre duas velas do piano, com os olhos errantes pelo tecto, improvisava para si, melancolicamente.

– Dize cá, Cruges – perguntou-lhe Carlos – queres vir amanhã a Sintra? […] 

Correu à Lawrence por um caminho diferente, ávido de uma certeza: – e aí, o criado que lhe apareceu disse-lhe que o sr. Salcede e os senhores Castro Gomes tinham partido na véspera para Mafra…»

Caros alunos, temos aqui uma boa parte do capítulo VIII e outros momentos da obra:

Segue também a ficha de trabalho, que será guia desta nossa visita virtual.

UmOlharDeMonóculo[1]

Boas viagens!

IA

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Fomos ao teatro: Os Maias

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Na fotografia, vemos alunos de várias turmas do 11.º ano da Escola Secundária de Gondomar (e de uma outra escola também) misturadinhos com os atores que são (e fazem) a companhia ETCetera, que nos proporcionou um belo e  divertido momento de aprendizagem.

A imagem foi pedida “emprestada” ao facebook da companhia, como podemos ver aqui: https://www.facebook.com/EtceteraTeatro/

Depoimentos breves

“A ida ao Auditório Municipal de Gaia motivou-me para o estudo da peça queirosiana. Gostei particularmente de Dâmaso Salcede, pois é uma personagem cómica, e de Carlos da Maia, por todo o enredo se passar à volta dele e também por ser um homem culto.

Para mim, o momento mais intenso em palco aconteceu quando se descobriu que Carlos da Maia e Maria Eduarda eram irmãos.”

Maria Inês

“Pensamos que a dramatização de Os Maias pela companhia ETCetera nos motivou para a leitura da obra de Eça, pois na peça havia personagens engraçadas, como o pedante Dâmaso que era “chic a valer”. Para além deste, também gostamos da figurante que, no início da representação, vendia jornais! A nossa Catarina.

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Quanto aos diferentes momentos em palco, o mais dramático, para nós,  surgiu quando o protagonista, Carlos da Maia, descobre que a sua amada, Maria Eduarda, é, na verdade, sua irmã.

E o momento mais apreciado por nós deu-se, sem dúvida, quando Dâmaso escreve a carta para Carlos, ditada por João da Ega.”

Rita, Pedro Silva e Pedro Coelho

“Ao ver a peça de teatro fiquei mais motivada para a leitura de Os Maias. Ega foi a personagem em palco de que mais gostei, pois ele esteve presente na cena que eu considero a mais engraçada – quando foi expulso da casa do banqueiro Cohen. 

Para mim o momento mais dramático surgiu no momento em que Maria Eduarda descobre, por Ega, que era irmã de Carlos, com quem tencionava casar.”

Ana Beatriz

“Assistir à dramatização de Os Maias serviu como estratégia de incentivo à leitura e estudo da obra queirosiana. De todas as personagens aquela de que mais gostámos foi Dâmaso, devido ao seu carácter cómico.

Para nós, o momento mais intenso foi a morte de Afonso da Maia, provocada pelos desgostos da sua velhice, principalmente por ter descoberto o caso amoroso entre os dois netos.

Já o momento mais hilariante, na nossa opinião, sucedeu quando João da Ega obrigou Dâmaso a desmentir a publicação no jornal A Corneta do Diabo, através de uma carta destinada a Carlos.”

Diana e Sérgio

“A dramatização de Os Maias “serviu” para nos motivarmos para o estudo da obra. É uma peça interessante, bem conseguida, que nos revela principalmente os acontecimentos da intriga principal do romance.

Dâmaso foi a personagem que mais nos “agarrou”, pois sobressai pelo seu bom humor, ou melhor, porque está bem caricaturado. 

Na nossa opinião, a cena mais dramática aconteceu quando Carlos descobre que a sua amada é, na verdade, a sua irmã. Já o momento hilariante surgiu na cena em que Dâmaso regressa da sua viagem à terra e encontra Carlos em casa de Maria Eduarda.”

Maria Alexandra e João

“Com a nossa viagem ao mundo do teatro, consegui ter uma visão resumida da obra Os Maias, de Eça de Queirós, o que me deu mais motivação para continuar a ler o romance.

Em palco houve uma personagem de quem gostei particularmente, João de Ega, pois, para além de ser hilariante (realço o momento em que o banqueiro Cohen descobre o caso da sua Raquel com Ega), é irónico e bastante consciente da sociedade portuguesa.

Para mim, houve um momento bastante dramático – quando os dois amantes, Carlos e Maria Eduarda descobrem que, na verdade, são irmãos.”

Cristina

“Esta nossa ida ao teatro deixou-me muito mais entusiasmada para continuar a ler Os Maias. Dâmaso Salcede foi, sem dúvida, a personagem de que mais gostei, sendo muito bem interpretado pelo ator que encarnou muito bem a caricatura que Eça de Queirós criou no seu romance.

O momento mais dramático, para mim e para os meus colegas (julgo eu), foi a descoberta da relação incestuosa: afinal, Maria Eduarda e Carlos são irmãos! Foi uma cena que contrastou com o cómico que dominou quase toda a dramatização.

Também gostei muito da cena em que Dâmaso é obrigado por Ega a confessar, em carta, que é alcoólico crónico e, por isso, teve de desmentir o que estava escrito no jornal A Corneta do Diabo.”

Daniela

“Após termos assistido à dramatização do romance de Eça de Queirós, sentimo-nos, sem dúvida, mais motivados para o estudo da obra. Entre as várias personagens em palco, destacamos o protagonista Carlos da Maia e a sua “sombra”, Dâmaso Salcede, devido também às excelentes representações de ambos.

Para contrastar, claro, temos um momento dramático vivido, primeiro, por Carlos e, depois, por Maria Eduarda: quando descobrem que são irmãos!

Já, para nós, o momento mais hilariante dá-se quando o conde de Gouvarinho fala com Carlos, voltado para o público, enquanto o jovem médico e a sua mulher se envolvem amorosamente sem ele dar por isso. Parece que se chama “gouvarinhar”…” 🙂

Catarina, Inês Peixoto, Inês Santos e Maria Rocha

“Ir ao teatro ver Os Maias motivou-nos para o estudo do romance, pois foi uma forma mais fácil e divertida de nos dar a conhecer as personagens e a sua história.

Gostámos muito de ver Dâmaso Salcede, João da Ega e Carlos da Maia, cujos atores, a nosso ver, representavam muito bem! Tivemos pena que o Eusebiozinho não tivesse aparecido, pois também seria bem divertido, com certeza.

Para nós a “grande” cena acontece quando Ega obriga Dâmaso a escrever uma carta para Carlos, onde se confessa alcoólico, pois para além de estar representado esse momento do romance, também houve algum improviso, ao se brincar com a ortografia de certas palavras.”

Ana Rita e Gonçalo

“O visionamento da adaptação teatral de Os Maias, de Eça de Queirós, motivou-nos para o estudo da obra. Foi uma adaptação dramática simples, com poucos atores, e, ao mesmo tempo, cómica.

As personagens em palco de que mais gostámos foram duas: Carlos da Maia, devido à sua intelectualidade e vasta cultura e ao processo de amadurecimento que revela ao longo da atuação e Dâmaso Salcede, pois, com a sua faceta extrovertida e pedante, deu grande comocidade a esta representação.

Na nossa opinião, o momento mais dramático foi a discussão entre Carlos e Maria Eduarda, quando este descobre aspetos do passado da jovem que ele desconhecia. Por outro lado, o momento mais hilariante aconteceu quando Ega obriga Dâmaso a escrever um desmentido relativamente ao que tinha mandado publicar na Corneta do Diabo.”

Jéssica, Joana Costa e Joana Rodrigues.

Fomos ao teatro!

Snapchat-8516756622241599992 (1)Depois de se ter envolvido com dois clássicos do teatro francês – O Avarento e O Doente Imaginário de Molière –, o Ensemble revisita Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, peça tantas vezes designada como a obra-prima do teatro português e que agora completa 170 anos. Com encenação de Jorge PintoMadalena é uma forma de celebrar e interpelar este portuguesíssimo drama familiar com poderosas ressonâncias políticas, arriscando lançar uma especial luz sobre a personagem de D. Madalena de Vilhena, epicentro de todos os temores e augúrios que assombram Frei Luís de Sousa, bem como da culpa que hipoteca a felicidade do presente.”

in http://www.tnsj.pt/home/espetaculo.php?intShowID=490

Foi no Mosteiro São Bento da Vitória, na passada sexta-feira, 13! Tirámos poucas fotografias. Mas o mais importante cumpriu-se: viu-se um grande espetáculo…

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Ficamos agora a aguardar o artigo jornalístico da nossa repórter oficial, nomeada propositadamente para o (e)feito, a Catarina!

A representação da peça de teatro a que assistimos a 13 de novembro, intitulada "Madalena", foi, no mínimo, intensa! Para além da magnífica interpretação de Emília Silvestre, no papel de Dona Madalena de Vilhena, e dos restantes atores, foram várias as artes incorporadas nesta encenação da peça de Almeida Garrett, contribuindo todas para o efeito dramático da ação. Refiro-me, entre outras,  à  iluminação, à sonoplastia, ao vestuário e, principalmente, ao estilo de música agitado, que acompanhou a peça do princípio ao fim (o rock).
Acredito que a mensagem tenha sido bem transmitida, que as emoções em palco nos tenham contagiado (pelo menos, foi isso que aconteceu comigo), pois os atores encarnaram de corpo e alma as personagens, o que tornou a representação única e comovente. 
Quero ainda referir uma diferença entre esta dramatização e a obra "Frei Luís de Sousa": a mudança de ato deu-se através da música e não através da mudança de cenário, sendo este o mesmo ao longo da atuação. 
Foi muito bom termos ido ver esta “Madalena”, também porque, quando estudarmos Frei Luís de Sousa, poderemos perceber e sentir melhor  a peça garrettiana.
            
    Catarina, a repórter oficial nomeada propositadamente para o (e)feito.

Deixo aqui um agradecimento especial à professora de Literatura Portuguesa, D.ª Luísa Meireles, que teve a amabilidade de acompanhar a turma na visita de estudo.

IA

MAFRA: Visita de estudo 4

No interior: Quartos e Quartinhos

O do rei…

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Mas D. João V nunca cá dormiu!

 O da rainha…

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 Parece que D. Maria Ana Josefa, da Áustria, também não…

A cela de um monge franciscano

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É uma simulação que se encontra no interior do palácio, porque a área reservada ao convento agora é quartel e não está aberta ao público. Coisas que o tempo leva; coisas que o tempo traz…

Continua no artigo seguinte…

MAFRA: Visita de estudo 3

 No interior: deambulando pelo palácio…

Ei-lo! O rei que fez promessa… “D. João, quinto do nome na tabela real“…

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 Assim, tão pertinho da varanda, cuja pedra teve direito a um capítulo no romance de Saramago!

A sala do trono

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Já noutra sala…

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Lá mais para a frente…

Um retrato de D. João, não o V mas o VI, o tal que se refugia no Brasil, deixando a governação do país nas mãos dos “reis do Rossio” (Lembram-se de Felizmente há luar?)…

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Prossigamos com a visita!

 

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A “salinha” de caça.  As cadeiras, convenhamos, não são as ideais para a cervical…

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E que tal uma partidinha?…  Já se rezou; agora, pode-se “foliar”! 🙂

Continua no artigo seguinte…