Crónica de D. João I

Caros alunos, eis na íntegra dois capítulos dos três da Crónica de D. João I, que constam no Programa de Português do 10.º ano, no âmbito da Educação Literária. São aqueles cujos excertos já estudámos nas aulas.

Capítulo 11

capítulo 115

No decurso da audição destes excertos, relembremos (sejamos sensíveis aos) os processos linguísticos (e outros) empregues pelo autor, que conferem vivacidade à narrativa.

A – Os herdados da historiografia precedente:

– interrogações retóricas;

– exclamações;

– suspensão temporária da narrativa.

 

B – Os adaptados à historiografia (alguns inovação sua, com emprego no momento oportuno):

– recurso a interrogações e exclamações para sublinhar os momentos mais emotivos/dramáticos da narrativa, do relato;

recriação de personagens históricas através da caracterização psicológica, apresentando-as ao leitor em ação, descrevendo os seus trajes, as suas atitudes, os seus gostos, contando os seus ditos (discurso direto). O mesmo faz com a personagem coletiva, o povo;

anotações do cenário que sugerem o quadro, o espaço, em que se movem as personagens.

C O realismo descritivo, presente na descrição da vários planos, na exploração da sensação visual (principalmente, a cinética) e da auditiva,  com recurso a verbos (tempos/modos) e advérbios expressivos, enumerações, adjetivação, metonímias, comparações, perífrases… Recurso também ao plural majestático…

E ouçamos ainda Fernão Lopes em língua inglesa, porque é um cronista europeu! É a projeção da nossa literatura no mundo.

E agora o link para a série televisiva, intitulada Grandes Livros, onde podemos aprender mais sobre as crónicas de Fernão Lopes:

http://ensina.rtp.pt/artigo/as-cronicas-de-fernao-lopes/

Boas viagens!

IA

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