Uma espécie de TPC para pais e filhos

Revisitando um artigo já postado há um ano atrás, lanço um desafio para resolver em família…

  1. Após o visionamento do segmento fílmico, redija duas frases onde exponha duas ideias suscitadas pela história apresentada.

  2. Proceda a uma segunda visualização e divida a ação em três momentos narrativos distintos, propondo um título para cada um deles.

Boas viagens e boas descobertas!

IA

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Uma vitória, uma moeda

É um novo modo de viver o campeonato nacional de futebol. É transformar também a paixão pelo nosso clube numa boa ação. É dar uma nova cor ao campeonato – a cor da solidariedade! 

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É fácil. Cada jogo ganho pela equipa do nosso coração corresponde a uma moeda num mealheiro. No final do campeonato, abrimos esse tesourinho e doamos a soma apurada à APPDA Norte. 

Eu já tenho o meu mealheiro!

Para perceber melhor o modo de funcionamento desta iniciativa, propõe-se a leitura da história seguinte, da autoria de Maria Clara Miguel, que nos apresenta, de forma bem-humorada, algumas sugestões. Só sugestões, porque cada um de nós é livre e criativo na “gestão” desta ação solidária. 

Boa leitura e vitórias felizes!

IA

Um pensamento positivo, o prazer de uma vitória, uma boa ação

Um agradecimento muito especial à Arnalda, que, há já alguns anos, coleciona campeonatos para doar à APPDA Norte.

 

A família Andrade reuniu-se para celebrar, com opíparo jantar, o aniversário da Rita, que fazia dezassete anos. À mesa, enquanto vão saboreando o bacalhau com natas, especialidade da avó Sãozinha, todos conversavam, como sempre.

–Tive uma ideia que queria que ouvissem.

– Diz, Ritinha! – incentivou o pai, antes de engolir com gosto uma garfada daquela iguaria da mãe.

– Pensei que, agora que o campeonato nacional vai começar, podíamos aproveitar a nossa paixão pelo futebol para uma boa causa.

– Ah, sim!... E como é isso? – interrompeu o avô António, enquanto se preparava para degustar o seu  Alvarinho bem fresquinho .

– Cada um de nós, ou cada família, arranja um mealheiro e, sempre que a nossa equipa ganhe um jogo, mete lá uma moeda. No fim do campeonato, abrimos o mealheiro e doamos essa quantia à APPDA Norte.

De repente, fez-se silêncio. Até Tomás, o bebé da família, deixou de palrar.

– Explica lá isso, Ritinha! – quis saber o tio Miguel, com o copo suspenso na mão.

– É fácil. Eu sou portista e todas as vezes que o Porto ganhe, o que acontece quase sempre, ponho uma moeda no mealheiro…

– E se o Porto perder? – provocou o tio Miguel, benfiquista desde o berço.

– Não ponho nada. Mas isso é muito raro acontecer… – reagiu a Rita.

– Bem, então eu não posso entrar nessa iniciativa. – replicou o tio.

– Claro que podes. No teu mealheiro, metes uma moeda, sempre que o Benfica ganhe. Acontecerá menos vezes que o Porto, claro, mas a APPDA agradece todo o dinheiro que consigamos arranjar! – foi a vez de Rita o provocar.

– E como é que te surgiu essa ideia tão boa, Ritinha? – quis saber o avô António, com o prato quase vazio.

– Deve ter sido com um colega da escola. Não, Ritinha? – interrompeu a mãe, não deixando de levar uma colher de sopa à boquinha do pequeno Tomás.

– Sim, foi! Quando fui na semana passada ao aniversário do João, um colega que veio para a minha turma este ano, conheci o irmão dele, o Luís, que é autista e está na APPDA, em Gaia. Nunca tinha conhecido um autista e o Luís não é muito parecido com os que aparecem nos filmes. Não tem nenhum dom especial, não fala, isola-se dos outros, é pouco autónomo mas tem um sorriso muito bonito! Soube, durante a festa, que havia uma campanha para angariar fundos, a "Gaia ConVida 2018", e que podíamos todos ajudar indo até ao Cais de Gaia e fazendo umas comprinhas. E, como esta campanha só não chega, então, eu e o João ficamos de pensar numa outra iniciativa que pudesse ajudar a associação.

– E surgiu-te logo esta ideia mirabolante? – perguntou o Pedro, em jeito de provocação.

– Não foi logo, logo... Foi depois… e foi por causa da avó Sãozinha.

– Por minha causa, minha filha?! – espantou-se a avó, enquanto servia ao avô António a segunda dose de bacalhau.

– Sim, avó, por tua causa. Sempre que o Porto é campeão, tu costumas, na missa, dobrar a tua oferta, não é?

– É sim. Há muitos anos que eu e o teu avô fazemos isso. Não é que a gente acredite que Deus se meta nestas coisas do futebol, Ritinha, mas é uma forma de celebrarmos a vitória do nosso Porto e ajudarmos a igreja, que também tem uma importante missão social.

– Então, eu só fiz uns ajustes e mudei o destinatário. Afinal, quase toda a gente gosta de futebol e tem o seu clube preferido. Uma vitória, uma moeda. Não é muito, eu sei, mas pode sempre ajudar.

– Bem, Ritinha, eu entro, mas o meu mealheiro é do Boavista, já sabes.  – esclareceu a mãe – E mais, se o Boavista for campeão este ano, duplico o valor que estiver no mealheiro!

– Espera sentada, mãe! – provocou o Pedro – O Boavista campeão, só se for noutra dimensão!...

– Estás enganado, Pedro. – interrompeu o tio Miguel – Há poucos anos atrás, ainda não tinhas nascido, a pantera roubou o título aos três grandes.

– Pois foi! – disse o pai – Foi precisamente no ano em que a Rita nasceu. A tua mãe até disse que, nesse ano de 2001, foi abençoada em duplicado.

– E qual é o valor da moeda que pomos no mealheiro? – quis saber o avô António.

– Bem, acho que cada um põe o que pode ou o que acha que deve pôr. Eu vou pôr um euro. – revelou a Rita.

– Eu vou pôr dois euros. – disse o tio Miguel.

– Pois, tens a mania que és rico!... – comentou, em jeito de provocação, o avô.

– A minha mesada é pequena, por isso só posso pôr cinquenta cêntimos no meu mealheiro… Vou-lhe chamar “As vitórias do Dragão” ou, melhor,  “O fogo do Dragão”!... – declarou o Pedro em tom solene.

– Eu ponho um euro também… Pelo Dragão, claro! – disse o pai – E, sempre que o Porto ganhar ao Benfica ou ao Sporting, ou numa competição europeia, ponho dois! Afinal, é uma alegria a dobrar…

– Vou já telefonar ao Francisco. Ele, desde que está em Londres, deu-lhe para ser também adepto do Chelsea. Pode ser que alinhe na iniciativa e faça mealheiro… O Chelsea costuma ganhar muitos campeonatos, é dinheirinho em caixa! – lembrou o tio Miguel.

– Bem, vou também fazer um mealheiro pelo meu velhinho “Salgueiral”. É clube pequenino, mas tem direito à vida como os outros… A vossa avó faz pelo Porto. – sugeriu o avô António.

– Também devemos divulgar esta ideia aos nossos amigos e aos colegas no local de trabalho. – acrescentou a Rita.

– Bem, se a ideia pega, os mealheiros vão esgotar no mercado… – comentou o tio Miguel.

De repente, esboçou um sorriso maroto.

– Estou aqui a pensar se o Bruno de Carvalho faria mealheiro pelo Sporting… Agora, coitado, sem os recursos financeiros a que estava habituado, as moedas não lhe devem sobrar…

Gargalhada geral.

– Ele que olhe pela vidinha dele. Quanto ao Sporting, há muito bons sportinguistas que terão todo o gosto em amealhar as vitórias da equipa. – comentou o avô.

– E, se a nossa equipa empatar, como fazemos? – lembrou o Pedro.

– Eu vou pôr metade do valor da moeda, cinquenta cêntimos. Porque um empate é meia vitória, não? – hesitou a Rita.

– Ou meia derrota! – provocou o Pedro, mais uma vez.

– Eu acho que a Ritinha tem razão! É sempre melhor ver o lado positivo da questão. É como a história do copo meio cheio ou meio vazio… – opinou a mãe.

– Então, pelo que percebi, os jogos da Taça de Portugal, da Liga dos Campeões e todos os outros também contam?... – indagou o tio Miguel.

– Claro que sim… Quantos mais jogos, melhor! – sugeriu a Rita.

– Mas há jogos que se realizam depois de o campeonato ter terminado. O que fazemos com essas moedas, uma vez que já abrimos o mealheiro, Ritinha? – sondou o pai.

– Ficam para o mealheiro do ano que vem! – respondeu prontamente a jovem.

– Estou a ver que tens tudo bem pensado!... – espantou-se a avó Sãozinha.

– Claro! Não vinha para aqui propor-vos uma coisa séria sem pensar bem no assunto.

– Minha filha, ficavas zangada, se o meu mealheiro fosse para a paróquia? Nós temos um centro de dia e também precisamos de dinheiro… E, como na família já há vários mealheiros para a tua associação de Gaia, o meu não fará assim tanta falta… – indagou a avó Sãozinha.

– Claro que não, avó! O que interessa é ajudar quem precisa. E depois há outros momentos e outras campanhas em que podes contribuir para a APPDA.

– Bem, uma coisa é certa: neste campeonato familiar há uma equipa que vence sempre! – concluiu o pai.

– Ah, sim!... Qual? – perguntou o Pedro.

– A APPDA Norte! 

A minha casinha: do Norte para Sul…

Quando o marketing vê mais longe…

(Primeiro, foram os Xutos.)

Depois…

A NOS pega na canção, que faz a apologia de parte da ideologia do Estado Novo, e com ela constitui desafio musical. Várias bandas por este país fora reinventam-na. Nenhuma das que se encontram aqui utilizou a estrofe que difundia esses ideais, que induziam os mais desfavorecidos a um conformismo muito útil à elite social, à classe dirigente.

Que bom ter sentido crítico e bom senso!… Para além da criatividade, claro!

É caso para dizer: vá lá, escolham!

Boas viagens!

IA

No Porto…

Em Coimbra…

Em Lisboa…

Em Lisboa, um bocadinho “mais ao lado”…

Em Beja…


E, agora, o tema original e a respetiva letra…

Que saudades eu já tinha
da minha alegre casinha
tão modesta como eu.
Como é bom, meu Deus, morar
assim num primeiro andar
a contar vindo do céu.

O meu quarto lembra um ninho
e o seu teto é tão baixinho
que eu, ao ir para me deitar,
abro a porta em tom discreto,
digo sempre: «Senhor teto,
por favor deixe-me entrar.»

Tudo podem ter os nobres
ou os ricos de algum dia,
mas quase sempre o lar dos pobres
tem mais alegria.

De manhã salto da cama
e ao som dos pregões de Alfama
trato de me levantar,
porque o sol, meu namorado,
rompe as frestas no telhado
e a sorrir vem-me acordar.

Corro então toda ladina
na casa pequenina,
bem dizendo, eu sou cristão,
“deitar cedo e cedo erguer
dá saúde e faz crescer”
diz o povo e tem razão.

Tudo podem ter os nobres
ou os ricos de algum dia,
mas quase sempre o lar dos pobres
tem mais alegria.

Letra de João Silva Tavares

Verão, verão, onde estás tu?

Com votos de boas férias…

The summer wind
Came blowing in
From across the sea
It lingered there
So warm and fair
To walk with me
All summer long
We sang a song
And strolled on golden sand
Two sweethearts
And the summer wind
Like painted kites
Those days and nights
Went flyin’ by
The world was new
Beneath a blue
Umbrella sky
Then softer than
A piper man
One day it called to you
And I lost you
To the summer wind
The autumn wind
And the winter wind
Have come and gone
And still the days
Those lonely days
Go on and on
And guess who sighs her lullabies
Through nights that never end
My fickle friend
The summer wind
The summer wind
Madeleine Peyroux

E um nostálgico regresso à infância!

Smile though your heart is aching
Smile even though its breaking
When there are clouds in the sky, you’ll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll see the sun come shining through for you
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smileLight up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile

That’s the time you must keep on trying
Smile, whats the use of crying
Youll find that life is still worthwhile
If you just smile

Madeleine Peyroux

Bom domingo!

IA