Bem-vindo ao ano letivo 2017-2018

Para começarmos bem, com uma reflexão animada, curta e desconcertante…

Bom ano letivo!

IA

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onde só há coisas boas!

Tais Quais – Algibeira

quando for grande eu vou ter
barba branca até ao peito
para contar o que eu cá sei
das mil noites que passei
das mil noites que passei
e outras coisas a respeito

hás de saber onde nasce
o coração das pessoas
a terra onde começaste
e aquela que sonhaste
e aquela que sonhaste
onde só há coisas boas

não tenho nada que valha
meia dúzia de tostões
mas guarda tudo o que eu sei
na algibeira dos calções.

não tenho nada que valha
meia dúzia de tostões
mas guarda tudo o que eu sei
na algibeira dos calções.

quando eu for grande eu vou ter
a calma das oliveiras
para te contar de onde vem
a lua que a terra tem
a lua que a terra tem
e outras coisas verdadeiras

lá vai no alto uma estrela
quem sabe onde vai cair
anda pede-lhe um desejo
e não te esqueças de um beijo
e não te esqueças de um beijo
que são horas de dormir

não tenho nada que valha
meia dúzia de tostões
mas guarda tudo o que eu sei
na algibeira dos calções

não tenho nada que valha
meia dúzia de tostões
mas guarda tudo o que eu sei
na algibeira dos calções

na algibeira dos calções
na algibeira dos calções
na algibeira dos… calções

Haja boa disposição

Quando for grande…

Quando for grande, vou ser prof. de wind surf
E quando danço, rodo e faço “brinc-dance”
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso! 

Era para ser Artur e nasci Ana
(Ana quê?) Ana só
(Ana só?) Sim, sou a Ana
Era percentil noventa nos anos oitenta
E entre colheradas chorava sempre faminta
Sempre vestida como um mini comunista
Com roupas que a mãe fazia com modelos da revista
Eu queria ser pirosa, vestir-me de cor-de-rosa
Vestir de Jane Fonda na ginástica da moda
Com sabrina prateada, licra colante
Crina de pequeno pónei bem escovada, espampanante
Tinha a mania de pôr as cores a condizer
No meu entender, rosa com vermelho não podia ser
Uma noctívaga que não dormia a sesta
E, de manhã, sempre quis menos conversa
Uma covinha só de um lado da bochecha
Adormecia com o pai e a mesma canção do Zeca
“Dorme, meu menino, a estrela-d’alva”

Era sempre mais Mafalda do que Susaninha
Ai de quem dissesse mal do Sérgio Godinho!
Ainda tenho alguns postais para a gentil menina
Enviados pelos pais de um qualquer destino
E se alguém me perguntar pelo pai, pela mãe
Eu sei, sei, foram para Vayorken, Vayorken
Foram para Vayorken, Vayorken, Vayorken

Quando for grande, vou ser prof. de wind surf
E quando danço, rodo e faço “brinc-dance”
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso! 

Com dois anos, o primeiro palavrão
Cheia de medo, em cima do escorregão
Mau feitio bravo, vício de gelado
Todo sábado sagrado, mesmo durante o inverno
Acabava com a arca do café ao pé do prédio
Ainda comi os gelados que eram do meu primo Pedro
Ana da bronca, sempre do contra!
E coragem de fechar duas miúdas na arrecadação
Às escuras, pobres criaturas!
Por me serem impingidas como amigas à pressão
(Ó Ana, onde é que está a Rita e a Joana?)
(Sei lá! Não sei.)

No infantário dei o meu primeiro beijo
Ainda me lembro como se fosse hoje
Contei à minha avó que tanto se riu
Que até debaixo da mesa com vergonha me escondi eu
O tal espigueiro e o gato amarelo
No meu poema, no novo caderno
Muito elogio pela redacção
E muita paciência para o poder de argumentação

Quando for grande, vou ser prof. de wind surf
E quando danço, rodo e faço “brinc-dance”
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso! 

O “brinc-dance” vem de Vayorken
O graffiti vem de Vayorken
O hip-hop vem de Vayorken
Vayorken, Vayorken, Vayorken
O “brinc-dance” vem de Vayorken
A Jane Fonda vem de Vayorken
O windsurf não
O windsurf não vem de Vayorken

Quando for grande, vou ser prof. de windsurf
E quando danço, rodo e faço “brinc-dance”
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso! 

Ana Matos Fernandes

Boa semana, cheia de sol!

IA

E depois do fim, com Sarah Vaughan…

Para fechar o ano letivo, com esta “pena”…

Why did I wander here and there and yonder
Wasting precious time for no reason or rhyme?
Isn’t it a pity? Isn’t it a crime?
My journey’s ended, everything is splendid;
Meeting you today
Has given me a wonderful idea – here I stay

It’s a funny thing –
I look at you, I get a thrill I never knew
Isn’t it a pity we never met before?
Here we are at last –
It’s like a dream, the two of us a perfect team
Isn’t it a pity we never met before?

Imagine all the lonely years we’ve wasted
You with the neighbors, I at silly labors –
What joys untasted
You reading Heine, me somewhere in China
Let’s forget the past;
Let’s both agree that I’m for you and you’re for me
And it’s such a pity we never, never met before

Imagine all the lonely year’s we’ve wasted
Fishing for salmon, losing at backgammon
What joys untasted
My nights were sour spent with Schopenhauer
Let’s forget the past;
Let’s both agree that I’m for you and you’re for me
And it’s such a pity we never, never met before

 

Boas férias!

IA

Intervalando com testes e uma fuga…

I Might Just Stay Away

Due to the sound of your voice

And all the accidental things that can happen

I might just stay away

Before I find what my heart is after

 

Due to the look on your eyes

And all the accidental things they can see

I might just stay away

Before they even look at me

 

Cause someday when I grow old

I’d be so glad that I was strong and didn’t

Fall for those lips

Fall for those eyes

Fall for the love of my life

 

Due to the look in your eyes

And all the accidental things they can see

I might just stay away

Before they even look at me

 

Cause someday when I grow old

I’d be so glad that I was strong and didn’t

Fall for those lips

Fall for those eyes

Fall for the love of my life

 

Due to the look in your eyes

And all the accidental things they can see I might,

I might just stay away

Before they even look at me

Bom fim de semana!

IA